DIFERENÇA
O gesto da vereadora Samanda Alves, de ir ao gabinete do prefeito Paulinho Freire para encontrar soluções para a liberação de recursos, revela uma diferença gritante da presidente do PT no RN com outras lideranças da mesma sigla.
DIFERENÇA II
Samanda é do diálogo, tem maturidade política e sabe respeitar as instituições. Diferente de alguns colegas de partido que vivem com sangue nos dentes e acham que adversário é inimigo.
Bem que a deputada Natália Bonavides poderia aprender um pouco de civilidade política com Samanda Alves.
ATITUDE
Alguns petistas brigaram com os números dos recursos retidos pelo governo federal em relação a Natal. Já Samanda agiu diferente. Foi na Prefeitura saber efetivamente o que a gestão municipal reclama, o que foi pago, o que foi liberado. Teve atitude proativa em busca da verdade e da solução.
GENTILEZA
O encontro de dois adversários políticos revela maturidade. Samanda, pré-candidata ao Senado pelo grupo contra o sistema do qual Paulinho vai ser o coordenador geral da campanha. Nesse cenário, com outros atores políticos, essa reunião nunca aconteceria. Só ocorreu porque o prefeito também é maduro e tem comportamento cordial e Samanda sabia que seria bem recebida.
RIFADO
Ex-prefeito Carlos Eduardo foi enganado pelo União Brasil. O partido o atraiu para a filiação partidária sinalizando que ele seria candidato ao Senado. No final das contas, o filho de Agnelo está preso ao partido e não será candidato a nada.
DINHEIRO
A justificativa do presidente estadual do União Brasil, José Agripino, e do pré-candidato do partido a governador, Allyson Bezerra, é de que a direção nacional não iria disponibilizar recursos financeiros para a campanha de senador. Isso contraria tudo o que está ocorrendo com todos os partidos, que valorizam mais uma candidatura ao Senado do que a governador. O União Brasil, segundo Allyson e Agripino, rompeu essa lógica nacional.
TEATRO
Agripino e Allyson devem ter feito um curso intensivo de teatro para tentar convencer Carlos Eduardo que ele não seria candidato porque o partido não iria mandar dinheiro. Não deve ter sido fácil. Afinal, há mentiras que os políticos aplicam com mais facilidade, pois há verossimilhança.
Mas, há outras situações tão absurdas que contando vira piada.
FORÇA
Agripino precisa resolver se ele não tem nenhuma força como presidente do União Brasil no RN, a ponto de não conseguir um real para bancar uma candidatura viável ao Senado.
FORÇA II
Allyson também precisa resolver se vai assumir que, na condição de candidato viável e favorito ao governo do RN, não dispõe de nenhum prestígio para viabilizar recursos para bancar uma candidatura que interessa diretamente à campanha dele no maior colégio eleitoral do Estado.
VETO
Como tudo não passou de um grande festival de pancadaria na verdade, pois se Agripino e Allyson quisessem, o União Brasil bancaria a campanha sem nenhum problema. O que eles não quiseram admitir é que o veto da senadora Zenaide Maia foi mais forte do que o interesse deles em ter uma chapa majoritária completa.
FUTURO
Hoje, Carlos Eduardo, vítima da enganação de Agripino e Allyson e do veto de Zenaide, está desmotivado para qualquer atividade política. Tinha outras opções, mas ficou fora do jogo majoritário por confiar em José Agripino e Allyson Bezerra. Política é assim. Confiança é perecível.

