A URGÊNCIA DO SALTO INDUSTRIAL
O Rio Grande do Norte carrega no solo, no mar, no vento e no sol uma das matrizes de riquezas mais invejáveis do país. No entanto, o verdadeiro salto de desenvolvimento econômico do Estado depende de um passo estratégico há muito cobrado: superar a condição de fornecedor de recursos brutos e viabilizar a industrialização completa e o aproveitamento de subprodutos de suas principais cadeias produtivas.
A diversidade do potencial potiguar é vasta. Vai além da consagrada produção de sal marinho — fruto da evaporação natural nas salinas do litoral setentrional — e alcança a exploração de petróleo, gás natural e minérios estratégicos do interior. No entanto, essa mesma lógica precisa se estender com urgência à fruticultura irrigada. O RN é um gigante na exportação de frutas in natura, mas ainda deixa de arrecadar ao não transformar esse cultivo dentro de casa em sucos concentrados, polpas, óleos essenciais, cosméticos, desidratados e insumos para a indústria alimentícia e farmacêutica.
Da mesma forma, o sal não deve servir apenas ao consumo básico; seus subprodutos químicos possuem alto valor para setores de ponta. O mesmo raciocínio aplica-se ao aproveitamento integral da cadeia de petróleo, gás e minerais, cujos derivados poderiam abastecer polos fabris instalados no próprio território potiguar.
O grande diferencial competitivo para atrair essas indústrias de transformação está na nossa própria matriz energética. A abundância de energias limpas — eólica e fotovoltaica — permite produzir com pegada de carbono reduzida. Contudo, a energia verde e o potencial natural não bastam sem decisão política: é imperioso que o Estado estabeleça um regime fiscal diferenciado, capaz de desonerar a industrialização local e oferecer segurança jurídica a novos investimentos.
Unindo ciência aplicada, pesquisa tecnológica, incentivos tributários e energia renovável, o Rio Grande do Norte poderá, finalmente, agregar valor às suas riquezas — do campo à refinaria, da salina às minas — e construir uma economia forte, moderna e verdadeiramente integrada.
OPINIÃO
Da jornalista Rozana Ferreira vem a opinião sobre o papel da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte – FIERN, relacionado a abertura da coluna na edição de ontem, quinta-feira, 6, sob o título “Um pacto pelo desenvolvimento”.
OPINIÃO 2
Sobre o assunto, Rozana se expressa: “A FIERN sempre leva propostas e soluções para melhorar a economia do RN, o que falta é os gestores levarem isso a sério e enxergar que o nosso Estado tem inúmeras áreas produtivas que podem melhorar e muito a vida de todos”.
DEBATE
A BandTV será o primeiro veículo televisivo a promover debate entre os principais candidatos ao governo do estado, seguindo a orientação da chamada “cabeça de rede”. O debate na Band acontecerá no próximo domingo, 9, às 20h00.
COMANDO
Como era de se esperar, a mediação do debate com os principais candidatos ao governo do RN na BandTV ficará a cargo da jornalista Ana Ruth Dantas.
PARTICIPAÇÃO
Estão confirmadas as presenças dos candidatos Álvaro Dias (PL), Alysson Bezerra (União Brasil) e Cadu Xavier (PT). Será a primeira oportunidade que esses candidatos terão para mostrar suas propostas em favor do Rio Grande do Norte. Pelo menos é o que aguardam os telespectadores.
NANICOS
Pena que os candidatos dos partidos considerados nanicos não estarão presentes nesse primeiro debate. Estarão de fora os pretendentes ao cargo de governador do RN como Robério Paulino (PSOL), Arinalda Medeiros (UP), Dário Barbosa (PSTU) e Rodrigo Bolsonaro (AGIR).
VITÓRIA
O governo da professora Fátima Bezerra tem toda razão em estar celebrando o aumento na nota do ensino médio/2025, no IDEB. É que em 2019, no principio de seu primeiro mandato, o mesmo IDEB era do sofrível 3,2. E agora cresceu 25%.
COMEMORAÇÃO
Conforme divulgação do Ministério da Educação, o IDEB do ensino médio no Rio grande do Norte atingiu a faixa dos 4,0. Ainda distante da média nacional projetada pelo MEC, mas já dá para comemorar, pois esse era um dos “calos” do governo da professora Fátima Bezerra.
ASSEMBLEIA
Na sessão de ontem, quinta-feira, 6, na Assembleia Legislativa, o assunto que prevaleceu foi o atraso, por parte do governo estadual, do pagamento dos consignados dos servidores.
DÉBITO
Os pronunciamentos se prolongaram com críticas ao governo Fátima Bezerra que vem atrasando sistematicamente aos bancos o repasse do que já foi descontado dos servidores. E isso vem trazendo sérios problemas a esses servidores.
CRÉDITO
O problema maior enfrentado pelos servidores estaduais que contraíram empréstimos junto às instituições bancárias é que os descontos já feitos de seus salários. Só que os valores não foram transferidos às agências de crédito, culminando com a perda de crédito dos servidores para outras operações bancárias.

