A NOVA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
A política, em sua essência mais pragmática, costuma ser julgada pelo tempo. No caso da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), o tempo e a continuidade administrativa permitiram que o deputado Ezequiel Ferreira de Souza convertesse as críticas iniciais sobre seus mandatos sucessivos em um reconhecimento quase unânime. O que se observa hoje na Casa não é apenas a manutenção de um poder, mas a consolidação de um projeto de modernização que retirou o Legislativo das amarras burocráticas para entregá-lo, de fato, ao cidadão potiguar. Esse é o reconhecimento da coluna CONVERSA LIVRE, como já foi feito com outros setores.
O grande trunfo da gestão de Ezequiel reside na descentralização e na eficiência logística. A aquisição e reforma de novos prédios não foram meras expansões imobiliárias, mas uma estratégia de organização que permitiu que cada setor da Casa funcionasse com autonomia e dignidade. Hoje, a ALRN não se resume ao Palácio José Augusto; ela se espalha por unidades que prestam serviços diretos, otimizando o fluxo de trabalho dos servidores e o atendimento ao público.
Nesse ecossistema de eficiência, destacam-se órgãos que se tornaram referência. O Memorial do Poder Legislativo Potiguar, sob a batuta experiente do jornalista Aluízio Lacerda, cumpre o papel vital de preservar a memória política do estado, organizando um acervo que é patrimônio de todos nós. Paralelamente, a Escola da Assembleia, dirigida pelo economista José Bezerra Marinho, transformou-se em um dos braços mais produtivos da Casa, oferecendo qualificação técnica de excelência não apenas para servidores, mas para a sociedade civil, elevando o debate público através do conhecimento.
Mas a reestruturação vai além. Sob a presidência de Ezequiel, a Assembleia intensificou programas como o Assembleia Cidadã, com a integração de vários diretores, que leva serviços de saúde e assistência jurídica aos municípios mais distantes, e fortaleceu a TV Assembleia, dirigida por Bruno Giovanni e Gerson de Castro, hoje uma ferramenta de transparência indispensável.
Recentemente, a Casa também avançou na digitalização de processos, reduzindo custos e acelerando a tramitação de projetos.
Ezequiel Ferreira de Souza provou que a longevidade na presidência, quando acompanhada de espírito público e capacidade técnica, pode ser o combustível para mudanças estruturais profundas. Ao descentralizar atividades e investir na inteligência do Legislativo, ele entrega um Poder mais moderno, transparente, realmente aberta aos potiguares e, acima de tudo, útil ao Rio Grande do Norte.
AGITO
Ainda no mês de março passado o empresário Flávio Rocha conseguiu agitar o mundo político potiguar com a possibilidade de sua candidatura ao Senado Federal. A pretensão era a de ocupar a segunda vaga dentro da chapa liderada pela candidatura de Álvaro Dias ao Governo do Estado.
Mas não prosperou.
PALAVRA
Flávio Rocha queria se filiar ao Partido Liberal para disputar a vaga senatorial, mas o impedimento surgiu por conta do compromisso que o senador Rogério Marinho, presidente da sigla no RN, que já havia se comprometido em indicar o nome do Coronel Hélio (PL). E a palavra foi mantida.
NOVO
Depois desse episódio, o empresário Flávio Rocha não se conteve com a negativa do Partido Liberal e decidiu se filiar ao Novo. Cumprindo o calendário eleitoral e estando filiado a uma sigla partidária, resta saber qual a decisão de Flávio Rocha. Será ou não candidato nas próximas eleições?
SILÊNCIO
Depois que se filiou ao partido Novo, o empresário líder dos grupos Guararapes e Riachuelo se enclausurou. Nada de atender aos apelos da imprensa para falar sobre seus planos políticos. O silêncio de Flávio Rocha é sepulcral.
MISTÉRIO
Quem também vem se mantendo em completo silêncio sobre a sua situação política é o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Nunes Alves. Depois de sua filiação ao União Brasil e de sua viagem ao exterior, ele também se enclausurou. Um verdadeiro túmulo.
PESQUISA
Como já havia informado anteriormente, o ex-senador Jean-Paul Prates confirmou ontem, em entrevista concedida ao programa “12 EM PONTO”, da 98FM, que o candidato ao Senado Federal pelo PDT será conhecido através de pesquisa de opinião pública.
NOMES
Nessa pesquisa, além de dados que servirão ao PDT para avaliar o momento político no Rio Grande do Norte, dois nomes – o de Jean-Paul Prates e de Rafael Motta – estarão sendo pesquisados para definir quem será o candidato do partido ao Senado Federal.
ENTREVISTA
Na mesma entrevista, o ex-senador e ex-presidente da Petrobras, reafirmou ter deixado o Partido dos Trabalhadores – PT por discordar da forma da escolha de seus candidatos, mas estará apoiando a candidatura de Lula à presidência da República. Jean-Paul também confirmou que o seu PDT está trabalhando para definir a nominata de candidatos à Câmara dos Deputados.

