PETROBRAS, DO MISTÉRIO DE MACAU À FONTE EM AREIA BRANCA
A história da exploração de petróleo no Rio Grande do Norte guarda passagens que misturam técnica e quase uma lenda urbana. No início dos anos 1950, quando o Brasil ainda engatinhava na soberania energética e dependia de técnicos norte-americanos para operar suas sondas, o solo de Macau foi palco de uma das primeiras tentativas de se encontrar o “ouro negro” em terras potiguares.
À época, as perfurações no município geraram uma expectativa que terminou em mistério: conta-se que o petróleo foi, sim, localizado, mas declarado inviável para extração. O poço acabou selado com uma mistura inusitada de cimento e farinha de trigo — um fechamento cujas razões reais se perderam no tempo, mas que ficou gravado na memória dos macauenses como o dia em que o progresso foi “enterrado” para aguardar tempos melhores.
Esses tempos vieram nos anos 70, quando a Petrobras retornou com força, desta vez mirando o mar, nas proximidades de Macau e Guamaré, consolidando o Rio Grande do Norte como um dos maiores produtores de petróleo e gás do país, com parcela de produção já em terra. No entanto, após décadas de protagonismo, assistimos nos últimos anos à privatização de grande parte dessas instalações e ao recuo da estatal para os campos do pré-sal no Sudeste.
Agora, em 2026, o cenário volta a mudar. A Petrobras anunciou recentemente a retomada de investimentos em águas profundas na nossa costa. A grande novidade é a obtenção da licença concedida pelo IBAMA para a perfuração do poço “Mãe de Ouro”, localizado na Bacia Potiguar, que aconteceu no último dia 27 de março. Este projeto integra a ambiciosa estratégia da Margem Equatorial, uma nova fronteira exploratória que se estende do Rio Grande do Norte ao Amapá.
Os olhos da estatal estão voltados para as águas entre Areia Branca e Grossos. Embora a Petrobras mantenha cautela sobre a quantidade exata de óleo a ser extraído — algo que só será confirmado após a conclusão das perfurações exploratórias —, os dados atuais indicam um potencial bilionário para a região. O Plano de Negócios da companhia prevê investimentos que podem chegar a US$ 2,5 bilhões para a Margem Equatorial nos próximos anos, mas o valor específico das áreas de Areia Branca e Grossos depende dessa nova fase de prospecção que se inicia agora
Para o Rio Grande do Norte, o retorno da estatal não é apenas uma questão de números ou royalties, mas o fechamento de um ciclo que começou há mais de 70 anos, naqueles poços selados com farinha de trigo e cimento. Se naquela época éramos aprendizes de técnicos estrangeiros, hoje o estado aguarda essa nova fase com a expectativa de reativar sua cadeia produtiva e retomar seu lugar de destaque no mapa energético global.
CANDIDATURAS
Mesmo com o prazo da “janela da infidelidade” esgotado na troca-troca de partidos políticos, os comandantes das siglas não podem se dizer tranquilos com relação a participação de alguns nomes filiados e dispostos a disputar o pleito.
MUDANÇAS
Segundo se houve falar através das chamadas “bocas-de-sirís”, tem gente que se filiou a algum partido com o compromisso de disputar o pleito, seja para deputado federal ou estadual, que ainda vai “escorregar”.
PASSE
Segundo as más línguas, tem gente filiada que ainda vai vender seu passe e não disputar a eleição. E o compromisso de “engrossar” a nominata não será cumprido, trazendo prejuízos para a sigla a qual se filiou. Nesse mundo político, tem gente pra tudo. Tudo depende das conveniências.
PREÇO
Mesmo levando em consideração que ainda existem políticos sérios e que cumprem compromissos assumidos em qualquer que seja a situação, nesse “meio selvagem”, também se sabe que existem aqueles quem são conhecidos pelo seu preço.
DORFLEX
O ex-prefeito de Mossoró e candidato ao Governo do Estado Alysson Bezerra vai que tomar muita dipirona acrescida de citrato de orfenadrina e cafeína para evitar as dores de cabeça que começarão a lhe incomodar no decorrer da campanha eleitoral.
PF
Adversários de Alysson estão “cascaviando” tudo que podem, incluindo o que a Polícia Federal está apurando desde que aconteceu a Operação Mederi, com um rombo nas contas públicas – incluindo aí outros municípios, além de Mossoró – de cerca de R$ 13,5 milhões no desvio de medicamentos.
DESAPROVAÇÃO
No último dia 24 de março, o procurador do Ministério Público junto ao TCE/RN, Carlos Roberto Galvão Barros, recomendou a desaprovação das contas de Alysson Bezerra, frente a Prefeitura de Mossoró, ainda do ano 2022. O “menino pobre” que se tornou prefeito e agora quer ser governador ainda vai ter muita dor de cabeça.

