O ALICERCE CORROÍDO DA EDUCAÇÃO NO RN
A educação básica é, por definição, o alicerce de qualquer projeto de nação. No entanto, no Rio Grande do Norte, esse fundamento parece apresentar fissuras profundas que ameaçam o futuro de toda uma geração. A premissa é clara e constitucional: cabe aos municípios a responsabilidade precípua pela educação infantil e pelos anos iniciais do ensino fundamental. É nesse estágio — que vai das creches, acolhendo inclusive nossas crianças especiais, até os 7 ou 8 anos — que o destino escolar é selado. Se a base não sustenta, o edifício desmorona.
Dados recentes do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e indicadores de alfabetização de 2025 e 2026 acendem um alerta vermelho no território potiguar. O Rio Grande do Norte figurou amargamente na “rabeira” do ranking nacional, com o pior desempenho do país no ensino médio e resultados alarmantes no ensino fundamental. Embora o estado tenha registrado um leve crescimento no percentual de crianças alfabetizadas na idade certa — saltando de 39% para 48% entre 2024 e 2026 —, o avanço é tímido frente ao abismo que nos separa de vizinhos como o Ceará ou o Piauí, este último alcançando a marca de 77% de alfabetização.
O que se observa na maioria dos 167 municípios do RN é uma gritante carência de infraestrutura e uma gestão institucional fragilizada. Estudo recente do Centro Lemann – bem que os municípios poderiam procurar a Fundação Lamann para melhorar o aproveitamento – aponta que cerca de 15% das redes municipais potiguares operam em “dimensão crítica”, com severas deficiências em acesso e qualidade da oferta, onde também somente 3% desses municípios declaram ter controle exato da demanda por vagas em creches, evidenciando falha no planejamento básico.
O problema, contudo, não é apenas municipal. Há um vácuo de fiscalização e de um regime de colaboração efetivo. No passado, o Ministério da Educação (MEC) exercia uma pressão mais direta, condicionando repasses a resultados tangíveis. Hoje, a mera divulgação do IDEB tornou-se um ritual burocrático que não gera, necessariamente, consequências políticas ou administrativas imediatas para gestores ineficientes.
Para que os adultos do futuro tenham uma preparação à altura, é urgente uma reestruturação que vá além da maquiagem de estatísticas. É necessário que o Estado retome seu papel de indutor e fiscalizador, e que os municípios entendam que “educar” não é apenas abrir salas de aula, mas garantir que nelas ocorra o fenômeno da aprendizagem. Sem uma base sólida até os 8 anos, estamos apenas condenando nossos jovens a serem eternos retardatários em um mundo que não espera por quem ficou para trás. O futuro de nossas crianças não pode ser negociado pela negligência de hoje.
STYVENSON
O episódio reunindo o senador Styvenson Valentim (hoje no PSDB, mas já de malas prontas para voltar ao Podemos) e os Coronéis da Policia Militar do RN ainda pode render muitas tretas. De um lado, analistas entendem que Styvenson está querendo criar uma nova polêmica.
STYVENSON 2
Está querendo mesmo é criar um fato novo para movimentar suas redes sociais com novas polêmica. É Styvenson voltando a ser o Styvenson do passado recente.
OFICIAIS
Do lado dos oficiais da gloriosa Policia Militar, a resposta veio de imediato rasgando as entranhas de Styvenson. Foram buscar fatos do “fundo do baú”, envolvendo o senador. Mas ainda vem chumbo grosso por aí. E a polêmica vai continuar.
EDUCAÇÃO
O deputado Gustavo Carvalho (PL) fez severas críticas ao governo da professora Fátima Bezerra mostrando que o Rio grande do Norte amargou índices vergonhosos no ultimo IDEB do ensino médio na região Nordeste.
CRÍTICAS
As críticas do deputado Gustavo Carvalho ao setor de educação do RN, na manhã dessa terça-feira, 31, no plenário da Assembleia Legislativa, não ficaram apenas no baixo índice do IDEB, mas também citou descasos materiais com escolas estaduais.
EXEMPLO
Em suas cobranças à gestão da professora Fátima Bezerra, o deputado oposicionista citou três exemplos de descasos com escolas estaduais, sendo duas na Capital e outra no interior do estado.
EXEMPLO 2
Em sua preleção, Gustavo Carvalho citou os exemplos: 1) o roubo de aparelhos de ar condicionado da Escola Luiz Soares, “até hoje sem reposição”; 2) o desabamento do teto da Escola Edgar Barbosa; 3) A Escola Dr. Antônio de Souza, em Parnamirim, cuja reforma vem se arrastando “desde setembro de 2025, com banheiros sem portas, paredes sem reboco e rede elétrica incompleta”.
PRAZO
Termina no sábado, dia 4, o prazo final da chamada “janela da infidelidade”, quando deputados estaduais e federais podem deixar a legenda pela qual foram eleitos para disputar o pleito por outro partido. O prazo também vale para quem não tem mandato e vai mudar de partido para participar da eleição de outubro.

