O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou neste domingo (2) a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição para a Presidência da República. A homologação ocorreu durante a Convenção Nacional da legenda, realizada no Expo Center Norte, em São Paulo, e confirmou a manutenção da chapa com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Caso seja reeleito nas eleições de outubro, Lula conquistará o quarto mandato como presidente da República. O petista foi eleito pela primeira vez em 2002, reeleito em 2006 e retornou ao Palácio do Planalto após vencer as eleições de 2022. A candidatura deste ano representa sua oitava disputa presidencial.
A convenção reuniu ministros, parlamentares, governadores, dirigentes partidários e representantes dos partidos aliados. Durante o evento, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, anunciou a homologação da chapa e informou que o registro da candidatura será encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme o calendário eleitoral.
Em seu discurso, Lula afirmou que a campanha será pautada pela defesa da soberania nacional, do crescimento econômico com inclusão social e da continuidade dos programas do governo. O presidente também declarou que o Brasil deve preservar sua autonomia nas relações internacionais.
“Essas terras raras, nem chinês, nem americano, nem francês vão meter o dedo nas nossas terras raras”, afirmou o presidente durante a convenção.
A candidatura conta com o apoio da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), além de PSB, PDT, PSOL e Rede, formando uma ampla aliança de partidos do campo progressista. Segundo o PT, é a primeira vez desde a redemocratização que essas sete legendas apoiam uma mesma candidatura presidencial já no primeiro turno.
A convenção também marcou o lançamento oficial da campanha eleitoral da chapa Lula-Alckmin. A expectativa da legenda é intensificar os atos públicos e agendas de campanha nas próximas semanas, conforme o calendário definido pela Justiça Eleitoral.

