A Convenção Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) oficializa neste domingo (2), em São Paulo, a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição e de Geraldo Alckmin (PSB) à vice-presidência da República. O evento será realizado a partir das 9h, no Expocenter Norte, reunindo lideranças políticas, parlamentares, governadores e candidatos de todo o país.
A chapa repete a aliança vitoriosa das eleições de 2022 e chega ao pleito de 2026 com o apoio dos sete partidos que compõem o campo progressista: PT, PCdoB, PV, PSOL, Rede, PSB e PDT. Segundo o partido, é a primeira vez, desde a retomada das eleições diretas em 1989, que essas legendas se unem em torno de uma candidatura presidencial já no primeiro turno.
Entre os convidados confirmados estão os governadores Elmano de Freitas (Ceará), Jerônimo Rodrigues (Bahia), Rafael Fonteles (Piauí) e a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, além do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, candidato ao Governo de São Paulo.
De acordo com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, a campanha terá como eixo a continuidade das políticas implementadas pelo atual governo e a defesa de um projeto de desenvolvimento econômico aliado à inclusão social.
“Nos últimos anos, o governo Lula e Alckmin recuperou a economia, fortaleceu as políticas sociais, voltou a gerar empregos e devolveu ao Brasil o respeito internacional. Agora, queremos construir o Brasil do futuro, com crescimento econômico, redução das desigualdades e mais oportunidades para todos”, afirmou.
Segundo o secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, a convenção também simboliza a união das forças políticas que defendem a democracia, a soberania nacional e a justiça social.
O evento será transmitido ao vivo pelos canais oficiais do presidente Lula e do Partido dos Trabalhadores nas redes sociais.
Após a homologação da chapa, o primeiro ato oficial da campanha está marcado para o dia 16 de agosto, no Estádio Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP). O local tem significado histórico para a trajetória política de Lula, por ter sido palco das greves do movimento sindical no fim da década de 1970, período que antecedeu a criação do PT e a redemocratização do país.

