A INCOMPETÊNCIA DA PRIVATIZAÇÃO
A arte de governar o Brasil muitas vezes se resume a escolher qual heresia econômica cometer: entregar o que dá lucro a preço de banana ou colecionar elefantes brancos deficitários por pura nostalgia ideológica. No cardápio das privatizações — ou na falta delas —, nossos governantes nunca decepcionam no quesito criatividade para penalizar o contribuinte.
No governo passado, a genialidade neoliberal encontrou seu ápice ao fatiar o núcleo da Petrobras no Rio Grande do Norte. Sob a promessa de que a livre mercado traria a odisseia da eficiência, entregou-se a Refinaria Clara Camarão e os poços locais. O resultado prático para o povo norte-rio-grandense foi uma aula de como pagar mais caro pelo que é produzido no próprio quintal.
Enquanto o vizinho paraibano desfruta de combustíveis refinados pela estatal com preços menos salgados, o potiguar abre a carteira para bancar margens da iniciativa privada, provando que privatizar o que já dava lucro e preço justo foi uma piada de muito mau gosto.
Por outro lado, a gestão atual de Luiz Inácio Lula da Silva brilha na arte oposta: a de colecionar rombos sob o manto da soberania nacional. O pecado da vez reside na recusa dogmática em privatizar ralos de dinheiro público, com destaque para os Correios. A centenária estatal transformou-se em uma fábrica de prejuízos multibilionários que já superam a marca astronômica de R$ 15 bilhões. Para tapar esse buraco negro gerencial, a empresa recorre a empréstimos bancários sob a benção mansa de que, no fim do dia, a fatura será gentilmente enviada para os cofres federais — ou seja, paga pelo cidadão que já penhorou a alma em impostos.
Enquanto a direita vendeu até a alma da galinha dos ovos de ouro para entregar gasolina salgada ao consumidor, a esquerda prefere manter viva uma máquina de queimar dinheiro a pretexto de manter empregos políticos e estruturas anacrônicas. No fim das contas, seja com a sanha entreguista ou com o estatismo de fachada, o brasileiro continua exercendo seu papel favorito: o de pagar a conta da incompetência alheia.
OPINIÃO
Da jornalista Rozana Ferreira vem a opinião sobre a abertura da coluna de ontem focalizando a decisão na mudança da legislação trabalhaista quanto ao período de trabalho: “O fim da escala 6 x 1 que vão enfiar goela abaixo, será só problema, E como sempre, a corda arrebenta para os mais fracos, o povão”.
OPINIÃO 2
Rozana também faz alusão aos tópicos sobre a situação das estatais brasileiras com foco maior para os Correios e diz: “Já em relação aos Correios, infelizmente esse governo jogou uma pá de terra e enterrou. A realidade vivida hoje, até a venda será por um pouco mais ou nada. Lamentável”.
SAÚDE
O setor de saúde pública foi tema de debate na sessão de ontem, quarta-feira, 2, na Assembleia Legislativa, com focos nas faltas de medicamentos do Hospital Walfredo Gurgel e da Unicat – Unidade Central de Agentes Terapêutico, além dos restos a pagar de mais de R$ 550 milhões no orçamento do ano anterior.
LÍDERES
Nos assuntos abordados pelos líderes na ALRN, esteve a discussão em torno da precariedade da saúde pública, sobre as condições de atendimento na rede estadual e o abastecimento de medicamentos e insumos.
WALFREDO
Sobre o Hospital Estadual Monsenhor Walfredo Gurgel, que tem sido alvo de constantes críticas, inclusive com destaques na imprensa, foi questionada a informação de que cerca de 180 itens estariam em falta naquela unidade de saúde.
UNICAT
Na sessão da Assembleia Legislativa, os líderes teceram críticas ao governo do estado por deixar a Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat) sem medicamentos para atender a população que busca o abastecimento. A denúncia foi de que mais da metade dos medicamentos está em falta naquela unidade.
ESCALA
O Senado Federal já aprovou na CCJ – Comissão de Constituição e Justiça o projeto que altera a escala de trabalho 6 x 1 para 5 x 2. Da bancada do RN, o senador Rogério Marinho (PL) apresentou emenda com alternativa ao projeto original e já se posicionou contrário mudança da escala 6 x 1.
ESCALA 2
Enquanto isso, a senadora Zenaide Maia (PSD) e o senador Styvenson Valentim (Podemos) que divergem na política local, se posicionaram a favor do projeto encaminhado ao Senado pelo presidente Lula.
ALYSSON
Enquanto o conteúdo dos celulares do bancário trambiqueiro Daniel Vorcaro continua fazendo vítimas e tomando conta dos espaços na grande mídia e redes sociais, a Policia Federal ainda não deu sinais, sobre o conteúdo do celular, notebook e pen-drive do ex-prefeito Alysson Bezerra, que foram apreendidos na Operação Mederi, depois de mais de 7 meses. Mistério…

