OS DISCURSOS E A CRISE DA PREVIDÊNCIA ESTADUAL
Final de semana à vista, mas o ritmo da política e da economia potiguar não arrefece. Pelo contrário: as articulações ganham fôlego nos bastidores, e a coluna de hoje traz o que há de mais relevante nesse tabuleiro. Entre decisões administrativas e movimentos estratégicos, a CONVERSA LIVRE entrega a clareza indispensável para quem não abre mão da verdade.
O tema que domina as mesas de debate e tira o sono dos gestores é o abismo financeiro da Previdência estadual. O fechamento das contas de 2025 revelou um dado alarmante e que não pode ser ignorado sob hipótese alguma: um déficit que atingiu a marca de R$ 2 bilhões. Esse montante não é apenas um número frio em uma planilha contábil; ele representa uma drenagem constante e severa de recursos que deveriam estar irrigando a saúde, a segurança e a infraestrutura do nosso estado.
O Rio Grande do Norte caminha sobre um fio de navalha fiscal. O que causa maior indignação é constatar que chegamos a este ponto por uma omissão deliberada. Em quase oito anos de mandato, o atual governo não apenas falhou em tomar providências para estancar essa sangria, como agiu na contramão da responsabilidade fiscal. Em vez de austeridade e reformas estruturantes, o que se viu foi o estímulo ao aumento acelerado da folha de pagamento, ignorando os alertas de que cada novo compromisso financeiro hoje se tornaria uma bomba relógio na Previdência amanhã.
Essa política de “fazer cortesia com o chapéu alheio” engessou a máquina pública. Quando a conta dos inativos e pensionistas atinge esse patamar de desequilíbrio, o governo se vê em uma encruzilhada perigosa, onde o pagamento da folha consome quase toda a capacidade de investimento. É uma aritmética cruel que pune o cidadão na ponta, aquele que espera por uma estrada recuperada ou por um hospital devidamente equipado.
Diante deste cenário de colapso anunciado, a omissão não é mais uma opção aceitável. É preciso que os pré-candidatos ao Governo do Estado saiam da zona de conforto dos discursos genéricos.
O eleitor potiguar exige propostas concretas para enfrentar o déficit previdenciário que já vem se arrastando há décadas, mas que este governo preferiu inflar a resolver.
Como os postulantes a Governadoria, no Centro Administrativo, pretendem desfazer essa periclitante situação? Quais são as medidas reais para garantir o pagamento dos aposentados sem sacrificar o desenvolvimento do Rio Grande do Norte? O debate precisa ser elevado. Não se suporta mais o adiamento de soluções por entendimento ideológico ou conveniência eleitoral. É hora de apresentar o plano de voo antes que o motor pare de vez.
PREVISÃO
Se cada responsável por nominata de deputado estadual cumprir o que está sendo dito na imprensa, vai faltar cadeiras na Assembleia Legislativa. A previsibilidade de cada nominata extrapola as 24 cadeiras do legislativo estadual.
EMENDAS
A discussão sobre o atraso no pagamento das emendas parlamentares impositivas saiu da exclusividade do deputado José Dias (PL), que há mais de dois anos vem reclamando em plenário, para ser uma discussão entre deputados da situação e oposição.
EMENDAS 2
Na sessão de ontem, na Assembleia Legislativa, os deputados Coronel Azevedo (PL) e Francisco do PT estenderam a discussão em torno do assunto, com acusações mútuas. O deputado Francisco defendeu o governo Fátima com veemência.
EMENDAS 3
Como não poderia deixar de ser, o deputado José Dias (PL) voltou a questionar a execução de emendas impositivas e apontou prioridades equivocadas. Disse que vai continuar abordando o tema enquanto o assunto não seja tratado “com lisura, justiça e republicanismo” da parte do governo Fátima Bezerra.
PÚBLICO
O serviço público, seja na esfera federal quanto na estadual não andam nada bem. Enquanto o INSS alcança um recorde de quase 2 milhões e 700 mil pessoas aguardando por esclarecimentos sobre benefícios, aqui no RN, o quadro escandaloso é no setor da saúde pública.
SAÚDE
Segundo levantamento recentemente anunciado, no setor da saúde no Rio Grande do Norte existem quase 47 mil pessoas aguardando por cirurgias médicas. Infelizmente, muitas dessas pessoas irão morrer aguardando o atendimento nos hospitais estaduais. Enquanto isso, o déficit na Previdência estadual já chega ao patamar dos R$ 2 bilhões.
FEMURN
Será nesta sexta-feira, a partir das 11h00, que o presidente José Augusto Rêgo, da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte – FEMURN, estará lançando o 4º Congresso Conecta Municípios Potiguares, na sede da instituição.
PROGRAMAÇÃO
Em contato com a imprensa, é que o presidente da FEMURN irá detalhar oficialmente a programação do evento – 4º Congresso Conecta Municípios Potiguares – que reunirá gestores, especialistas e autoridades para debater soluções, inovação e fortalecimento da gestão pública municipal.

