O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta quarta-feira (28) que o governo americano autorizou a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) no país, após o parlamentar deixar o Brasil depois da derrota na disputa presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A declaração foi dada por Trump a jornalistas antes de embarcar para Ohio. Questionado sobre a presença de Flávio nos Estados Unidos, o presidente americano afirmou que houve autorização para a entrada do senador, mas evitou comentar detalhes sobre o caso.
“Bem, não vou fazer comentários sobre isso, mas sei que demos a ele autorização para entrar no país; veremos o que acontece”, declarou Trump.
Na sequência, o presidente americano voltou a questionar o processo eleitoral brasileiro, sem apresentar provas de irregularidades. “Foi uma eleição muito estranha, isso é certo”, afirmou.
Trump disse ainda acreditar que Flávio Bolsonaro e seus familiares foram “maltratados”, mas ressaltou que não participou da disputa presidencial brasileira.
“Como vocês sabem, não tomei partido na eleição. Mas, quando vejo algo inadequado, eu aponto. Achei que ele e sua família foram tratados de forma muito injusta”, afirmou.
A saída de Flávio do Brasil ocorreu após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o cancelamento dos passaportes do senador, incluindo o diplomático, além da proibição de deixar o país.
Segundo uma fonte brasileira próxima ao senador, Flávio temia ser preso. O parlamentar é investigado em casos que envolvem suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro.
Flávio deixou o Brasil acompanhado da esposa e das duas filhas. A viagem ocorreu após ele ser intimado pela Polícia Federal a entregar os passaportes no prazo de 24 horas. O senador afirmou que sua saída não foi uma fuga e declarou que pretende liderar a oposição ao governo Lula a partir dos Estados Unidos.
Com informações da CNN

