O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80 anos, afirmou nesta segunda-feira (19) que a eleição de 2026 será sua última disputa eleitoral. A declaração ocorreu durante ato de campanha em Porto Alegre (RS), após o petista anunciar que apresentará ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (20), uma autorização para abertura de seus sigilos bancário e telefônico e dos cinco filhos.
A medida também envolveria Marcos Cláudio dos Santos, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), Sandro Luís, Luís Cláudio e Lurian Cordeiro Lula da Silva.
Durante a fala, Lula voltou a cobrar que o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, autorize a abertura dos próprios sigilos bancário e telefônico.
“Eu resolvi não ficar quieto. Essa é a minha última disputa eleitoral, minha última disputa, e eu não posso deixar que um ladrão tente jogar a minha biografia no lixo”, declarou o presidente a jornalistas.
A cobrança ocorre após o debate da Band realizado no domingo (18), quando Lula pediu que o adversário também apresentasse autorização para abertura dos sigilos. Na ocasião, o presidente criticou ainda a postura de Flávio Bolsonaro durante o encontro.
“Todo mundo sabe a vida pregressa dele. Todo mundo conhece a minha biografia, todo mundo sabe a história de cada um, e eu não posso permitir que um miliciano fique atrás de mim no debate escrito na mão ‘corrupto’. Porque corrupta é a família dele. É ele. Então, a única coisa que eu estou pedindo é que ele tenha a coragem de provar que é honesto”, afirmou.
A autorização para abertura dos sigilos deverá ser encaminhada ao TSE nesta terça-feira (20), segundo informou Lula. A declaração sobre a última candidatura ocorre durante a campanha do segundo turno das Eleições 2026.

