O BRASIL E O RN DIVIDIDOS VOTO A VOTO
Faltam menos de 48 horas para o domingo fatídico. Se você ainda tem um amigo no WhatsApp ou não saiu do grupo da família após ter sido chamado de “fascista” ou “comunista” no café da manhã, parabéns: você é um sobrevivente. O Brasil conseguiu transformar o pleito de domingo em um ringue de vale-tudo em que até a avó está pronta para dar uma “voadora” verbal no neto.
Na arena presidencial, o espetáculo beira o trágico. De um lado, Flávio Bolsonaro desfila com o figurino de “renovação” e promete um eldorado de cortes de impostos, milagres fiscais e bondades infinitas que a nossa economia combalida jamais conseguirá pagar. Do outro, o veterano Lula, chocado por ter sido forçado a disputar o segundo turno com quem julgava liquidação fácil, sacou a caneta oficial para rasgar o orçamento. Foi um festival de pacotes, “Pix-liberação” e benesses governamentais. O resultado? Segundo dados compilados pelo setor de Economia & Negócios d’O Estado de S. Paulo, a dívida externa deu um salto de 27,4%, deixando os economistas à beira de um ataque de nervos e o país no rumo do abismo fiscal.
Enquanto os presidenciáveis brincam de acender fósforo em galpão de fogos, no Rio Grande do Norte o circo eleitoral não fica atrás. A disputa pelo governo do estado entre Cadu de Lula (PT) e Alysson Bezerra (União Brasil) é travada centímetro a centímetro. Cadu se agarra no paletó de Lula como se fosse um amuleto de proteção contra tempestades, levando em consideração que o atual presidente da República será o presidenciável mais votado pelos potiguares. Já Alysson virou um mestre do contorcionismo político: faz um equilibrado jogo duplo, garante “respeitar” tanto os eleitores de Lula quanto os de Flávio Bolsonaro, enquanto encena o comovente papel de “vítima do sistema contra o coitado do menino pobre do interior”.
Brincadeiras, deboches e absurdos à parte, domingo chega a hora da verdade. O eleitor precisa sobreviver à ressaca da urna. Que após o fechamento da última seção, o país recobre a sanidade e a paz perdida. Que os vencidos engulam a derrota com dignidade republicana e os vencedores entendam que governar não é fazer festa com o dinheiro alheio. O Brasil precisa voltar a crescer, e o Rio Grande do Norte necessita urgentemente de um norte de desenvolvimento real, capaz de libertar quase metade da sua população das correntes da dependência do Bolsa Família.
O respeito mútuo precisa reinar no país, seja qual for o resultado das urnas. Boa sorte a todos no domingo.
COMEMORAR
Não se pode comemorar um país de 215 milhões de habitantes contar com quase 50 milhões de pessoas na dependência de um programa social que é o Bolsa-Família.
COMEMORAR 2
O que deveria estar comemorando seria a oferta plena de empregos, a melhor distribuição de rendas e a redução gradativa dos programas sociais, em vez de celebrar o maior número de dependentes nos programas de ajuda do governo que tem servido também como moeda eleitoral.
DEPENDÊNCIA
No nosso torrão potiguar, a dependência pelo Bolsa-Família é maior ainda. Temos 500 mil famílias inscritas no programa social, que corresponde a 1 milhão e 300 mil pessoas nessa dependência.
DESTINO
Cerca de 40 milhões de eleitores em todo o Brasil deixaram de comparecer às urnas, votaram em branco, anularam o voto ou votaram em candidatos que foram desclassificados já no primeiro turno. Para onde irão esses votos?
DESTINO 2
Numa campanha em que os candidatos estão disputando voto a voto, a conquista de cada eleitor representa muito mais que discursos em palanques.
ELEITORADO
No estado, dos 2.656.207 eleitores, quase 500 mil eleitores deixaram de comparecer às cabines eleitorais, no primeiro turno. Agora, tanto Cadu de Lula quanto Alysson buscam levar esses eleitores às urnas, pois a disputa é de voto a voto.
ESTATÍSTICA
Entre faltosos e eleitores que optaram por votar em branco e anularam o voto, a soma chega a 670 mil votantes, que corresponde a cerca de 25% eleitorado potiguar, no primeiro turno.
PASSAGENS
A governadora Fátima Bezerra (PT) anunciou reforço na frota de transporte intermunicipal para atender ao grande número de passageiros que tem procurado se deslocar para seus domicílios eleitorais.
PASSAGENS 2
As passagens gratuitas para o eleitorado potiguar têm validade entre as 4h30 do sábado, 24, até as 16 horas da segunda-feira, 26. A gratuidade das passagens rodoviárias foi autorizada através do Decreto nº 35.957, de 8 de outubro.
ELEITOR
Agora é o eleitor entrar na contagem regressiva para a hora em que vai votar para escolher o próximo presidente da República e também aquele que irá governar o RN nos próximos 4 anos.

