LULA E BOLSONAROS, ESTÓRIAS PRA BOI DORMIR
A diplomacia das redes sociais atingiu o ápice do ridículo. De um lado, o presidente Lula veste a armadura da “defesa da soberania nacional” contra os arroubos protecionistas do Tio Sam; do outro, o clã Bolsonaro ostenta uma suposta — e misteriosa — capacidade de sussurrar nos ouvidos do presidente dos Estados Unidos para moldar decisões globais. No mundo real, ambas as narrativas são puras estórias para boi dormir.
A investida da Casa Branca em elevar tarifações sobre produtos importados não passa do tradicional feijão com arroz da política doméstica norte-americana. Trata-se de pragmatismo eleitoral puro e simples: às vésperas de disputas parlamentares acirradas, acenar para o eleitorado do cinturão industrial pesa infinitamente mais no salão oval do que qualquer aceno de solidariedade ideológica ou discurso patriótico vindo de Brasília. Nem a bajulação de uns, nem o desdém de outros mudam uma única vírgula nas diretrizes do departamento de comércio dos EUA.
O teatro murcha ainda mais quando olhamos para o Oriente. Quando a China — o maior parceiro comercial do agronegócio brasileiro — estabeleceu cotas restritivas e uma sobretaxa de 55% para o excedente da carne bovina do Brasil, o rugido soberanista sumiu do mapa. Pequim fixou o limite em 1,106 milhões de toneladas para 2026 (uma queda bruta frente às 1,7 milhão de toneladas exportadas em 2025), impondo imposto de importação de 12% na cota e mais de 50% de tarifa adicional fora dela.
E isso sem falar na invasão de produtos chineses no mercado brasileiros e também na influência da ditadura chinesa na regulação das redes sociais no Brasil.
o brado contra a ingerência estrangeira? Absolutamente nada. Contra a diplomacia de Pequim, a braveza virou silêncio protocolar para não comprometer os bilhões de dólares da balança comercial.
A vergonha alheia do debate público reside na ilusão de protagonismo: enquanto políticos vendem a ilusão de que o mundo orbita seus discursos ou amizades, a economia global responde unicamente ao velho e frio protecionismo eleitoral e às demandas internas de consumo. O resto é pura comédia dramática para enganar a plateia.
DISCURSOS
Enquanto o país deverá sofrer as consequências com as super tarifas dos Estados Unidos e da China, Lula e os Bolsonaros vão continuar com seus discursos chulas apenas como assuntos que vão “enriquecer” os debates na campanha eleitoral.
NEPOTISMO
E o senador Styvenson Valentim, hein!!!??? De defensor da moralidade e contra o nepotismo, indicou sua irmã Anne Kelly Valentim para sua 1ª suplente na disputa por uma das duas vagas para o Senado Federal.
NEPOTISMO 2
Com essa indicação, o senador Styvenson Valentim (Podemos), não só pratica o nepotismo como também começa a montar a sua oligarquia, que tanto condenou no passado.
MUDANÇAS
Depois de condenar práticas dos políticos, desde que se elegeu Senador da República pelo Rio Grande do Norte, Styvenson já vestiu quatro mantos de partidos políticos. Ele começou no REDE Sustentabilidade, mudou para o PODEMOS, depois ingressou no PSDB e agora retornou ao PODEMOS. Ele chama tudo isso de pragmatismo.
ELEITORES
Em 2018, Styvenson derrotou figuras de destaques na política potiguar como Garibaldi Filho e Geraldo Melo, sempre com o discurso de moralidade, de mudanças, de críticas a privilégios, e agora, pratica tudo o que os políticos tradicionais praticam. Como é que o eleitorado de Styvenson vai encarar essas suas mudanças?
PESQUISA
Uma nova pesquisa eleitoral corre nos vários informativos sobre o momento político do RN. Essa pesquisa é de responsabilidade da Atlasintel, foi realizada entre os dias 16 a 21de julho e está registrada na justiça eleitoral sob o número RN-04754/2026,
PESQUISA 2
Pela primeira vez, entre todas as pesquisas até hoje registradas no TRE/RN, uma pesquisa detectou a situação de vantagem do petista Cadu Xavier, que se encontra à frente de Álvaro Dias (PL) e de Alysson Bezerra (União Brasil).
PESQUISA 3
Na pesquisa da Atlasintel, contratada pela FM94, Cadu Xavier (PT) aparece com 36,5%, enquanto Álvaro Dias (PL) tem 27,7% na segunda colocação e Alysson Bezerra – que até então figurava como líder em todas as pesquisas – aparece com 25, 1% das intenções de votos.
SENADO
Nessa mesma pesquisa da Atlasintel, também pela primeira vez a candidata ao Senado, Samanda Alves (PT) aparece em segundo lugar, bem próximo ao líder das pesquisas Styvenson Valentim (Podemos).
SENADO 2
A pesquisa da Atlasintel, considerando a soma do primeiro e segundo voto, encontrou os seguintes números na disputa para o Senado Federal: Styvenson: 21,4%; Samanda Alves (PT): 18,2%; Coronel Hélio (PL): 15,3%; Rafael Motta (PDT): 14,4%; e Zenaide Maia (PSD), com 11,2%.

