As celebrações do 7 de Setembro movimentaram diferentes cidades brasileiras nesta segunda-feira (7), com o tradicional desfile cívico-militar em Brasília e atos políticos de candidatos à Presidência da República em São Paulo e no Rio de Janeiro. A programação também foi marcada por manifestações relacionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e pela presença de integrantes dos Três Poderes na cerimônia oficial na capital federal.
Em Brasília, o desfile realizado na Esplanada dos Ministérios teve como tema “Soberania – A força que une o Brasil”. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou da cerimônia ao lado da primeira-dama Janja da Silva. Também estiveram presentes o presidente do STF, Edson Fachin, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Durante o desfile, a programação abordou, além da soberania nacional, temas como o enfrentamento à violência contra as mulheres e a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil. Também houve homenagem às pioneiras do futebol feminino brasileiro.
O desfile terminou de forma tranquila, por volta das 11h, com os presidentes dos Três Poderes se cumprimentando ao final da cerimônia. Alexandre de Moraes e André Mendonça, ministros do STF, não participaram do evento.
Atos políticos em São Paulo
Em São Paulo, a programação do 7 de Setembro teve diferentes manifestações ligadas à disputa presidencial. O candidato do Novo, Romeu Zema, realizou pela manhã um ato na Avenida Paulista com críticas ao ministro Alexandre de Moraes. Segundo registros que circulam nas redes sociais, a manifestação teve baixa adesão.
Zema também publicou um vídeo nas redes sociais em que fez críticas ao ministro antes de participar do protesto. A Avenida Paulista deverá receber ainda durante a tarde um ato organizado pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL).
Flávio Bolsonaro participou pela manhã de um culto na Igreja Mundial do Poder de Deus, no Brás, antes da manifestação prevista para a Avenida Paulista. O senador esteve acompanhado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), além dos candidatos ao Senado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), do ex-deputado Eduardo Cunha e do deputado federal Missionário José Olímpio (PL).
O ato convocado por Flávio para a tarde tem como um dos principais motes as críticas ao governo Lula e ao ministro Alexandre de Moraes, com a campanha utilizando a expressão “Fora Lula e fora Moraes”.
Tarcísio, que é candidato à reeleição ao governo paulista, não participou do desfile oficial de 7 de Setembro em São Paulo. No lugar dele, o vice-governador Felicio Ramuth realizou a tradicional revista das tropas antes do desfile no Sambódromo do Anhembi.
Ainda em São Paulo, apoiadores de Renan Santos (Missão), candidato à Presidência, se reuniram no Parque do Ibirapuera. O ato ocorreu durante a manhã e integrou a programação política do feriado.
Manifestação no Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, apoiadores do candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) realizaram um ato em Copacabana. A manifestação ocorreu durante a manhã e fez parte da agenda política do presidenciável no feriado da Independência.
Cury utilizou o momento para defender propostas próprias e também se posicionou sobre temas relacionados à política nacional. O candidato afirmou que pretende formar um eventual governo com base em critérios de competência e especialidade.
Ato em Brasília critica Moraes
Paralelamente ao desfile oficial, um grupo de manifestantes realizou um ato em Brasília com críticas ao ministro Alexandre de Moraes e manifestações de apoio ao ministro André Mendonça. A mobilização ocorreu enquanto a cerimônia oficial era realizada na Esplanada dos Ministérios.
A presença de Mendonça entre as pautas do ato ocorre em meio à tensão envolvendo o STF e aos embates políticos em torno da atuação de Moraes. O tema também aparece como um dos principais pontos das manifestações convocadas por grupos ligados à direita neste 7 de Setembro.
Lula destacou soberania em pronunciamento
A programação oficial foi antecedida, no domingo (6), por um pronunciamento de Lula em cadeia nacional. Na fala, o presidente afirmou que o Brasil não será “colônia de ninguém” e associou a defesa da independência à soberania nacional.
Lula também abordou a necessidade de preservar a autonomia do país nas relações comerciais internacionais, em referência às tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. O presidente ainda citou recursos naturais brasileiros e defendeu investimentos em tecnologia, empregos e desenvolvimento.

