O VOTO CRISTALIZADO DE ALYSSON
O cenário político rumo ao governo do Rio Grande do Norte desenha uma das disputas mais acirradas dos últimos tempos, protagonizada por três forças eleitorais distintas. A corrida pelo Governo do Estado coloca em xeque o peso das estruturas partidárias nacionais frente ao fortalecimento de lideranças regionais focadas no eleitorado local.
O ex-prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra (União Brasil), partiu na frente nessa maratona. Sob a articulação do ex-senador José Agripino, cacique da legenda no estado, Alysson iniciou um trabalho intensivo de pré-campanha logo após garantir sua consagrada reeleição municipal. Essa antecipação estratégica rendeu frutos: ele vem liderando a maioria das pesquisas de opinião pública, apostando na consolidação e cristalização de um voto que construiu pacientemente desde o ano passado, angariando apoios de lideranças e prefeitos pelo interior.
Por outro lado, seus principais adversários apostam que o relógio e a nacionalização do debate vão mudar esse quadro. Álvaro Dias (PL), ex-prefeito de Natal, carimbou sua candidatura após uma disputa interna no próprio grupo com o senador Rogério Marinho. Marinho abriu mão do governo para assumir a coordenação nacional da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, abrindo caminho para Álvaro defender a bandeira da direita no estado.
Na ala esquerda, o “Time de Lula” vem liderado por Cadu Xavier (PT), ex-secretário da Fazenda escolhido pela cúpula petista no final de 2025. O projeto governista amarra-se a uma chapa forte para o Senado Federal, buscando preencher as duas vagas em disputa com Samanda Alves (PT) e Rafael Motta (PDT).
Álvaro e Cadu sustentam a tese de que o favoritismo inicial de Alysson Bezerra irá se diluir no palanque eletrônico, sob o argumento de que a inevitável polarização ideológica nacional entre a esquerda e a direita ditará o tom do eleitor norte-rio-grandense. No entanto, analistas apontam que a capilaridade e o apoio já cristalizados durante a pré-campanha em torno do nome de Alysson representam uma barreira difícil de reverter. O desenrolar oficial das campanhas nas ruas ditará se o eleitorado potiguar confirmará a liderança construída precocemente ou se aceitará o convite à polarização em outubro.
É importante reafirmar que uma campanha eleitoral estadual não se identifica com uma corrida de 100 metros, mas sim com uma verdadeira maratona. Onde tudo pode acontecer.
GONÇALVES
O deputado federal Sargento Gonçalves (PL) tem todo o direito em reclamar da demora da oficialização do juiz Henrique Baltazar para compor o quadro de desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte – TJRN.
CUIDADOS
As críticas que vem sendo feito à cúpula do TJRN sobre a escolha do juiz Henrique Baltazar tem seus fundamentos, mas sem cabimento é a ofensa do deputado Sargento Gonçalves em vincular a morosidade da decisão ao comprometimento dos dirigentes do Tribunal de Justiça com facções criminosas.
ERROU
Nesse aspecto, o deputado do Partido Liberal errou feio. Houve completa precipitação. E isso foi possível em virtude de o parlamentar querer angaria votos da extrema direita para viabilizar sua eleição ao tentar permanecer na Câmara dos Deputados.
EXEMPLO
Aliás, o deputado Sargento Gonçalves deve ter seguido o exemplo do líder de seu partido na Câmara Federal, Sóstenes Cavalcante, que acusou que campanhas do PT eram financiadas por facções criminosas.
EXEMPLO 2
Em razão dessas acusações sem provas, o Tribunal Superior Eleitoral – TSE, mandou retirar as afirmações das redes sociais. O que deixa o líder do PL na Câmara Federal em “maus lençóis” em sua credibilidade.
PETISTAS
Mas os petistas Guilherme Boulos, Lindenbergh Farias, Gleisi Hoffmann e Rogério Correia também foram citados pelo Tribunal Superior Eleitoral – TSE para que retirassem das redes sociais suas informações em que veiculavam Flávio Bolsonaro às atividades das facções criminosas.
PETISTAS 2
O TSE entendeu que publicações divulgadas pelos petistas extrapolaram a crítica política ao associar Flávio Bolsonaro, sem provas, à Operação Unha e Carne, ao crime organizado e ao Comando Vermelho.
CENSURA
E são esses mesmos políticos – flagrados na prática de informações inverídicas – que no desempenho de suas atividades parlamentares se mostram intransigentes em elaborar leis que proíbem as fakes news através das redes sociais. Imaginem!!!
KELPS
Depois que ocupou todos os espaços da mídia estadual para alardear que a governadora Fátima Bezerra desviara recursos financeiros na época da Covid-19, mas sem comprovação final, o ex-deputado estadual Kelps Lima está conseguindo ficar na mídia com acusações a companheiros que disputam vagas na Câmara dos Deputados.
ACUSAÇÕES
Kelps Lima tem colocado sua “metralhadora giratória” contra os deputados federais João Maia, Robinson Faria e Benes Leocádio, integrantes da sua mesma nominata. E assim, vem ocupando espaços generosos na mídia estadual.

