O GRANDE CIRCO
Senhoras e senhores, sintonizem suas gargalhadas porque o espetáculo da nossa República não é apenas mambembe, ele é um picadeiro de alta performance surrealista! O assunto que está fazendo as lonas das redes sociais tremer é a elasticidade anatômica de Daniel Vorcaro, o homem-borracha das finanças, que acaba de realizar uma pirueta homérica e, vejam só, sem surpresas sentou confortavelmente no colinho macio do Partido dos Trabalhadores (PT).
Até cinco minutos atrás, o roteiro era uma comédia romântica de direita. Os petistas e lulistas de carteirinha se “deliciavam” – babando de rir pelos cantos – com o vazamento das conversas cochichadas entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro. O papo girava em torno de generosas “ajudinhas” para financiar o filme Dark Horse, uma prosopopeia cinematográfica milionária destinada a transformar Jair Messias Bolsonaro em um herói incompreendido. Convenhamos, para a esquerda, não há calmante melhor na vida do que gozar com a cara do adversário em praça pública.
Mas, como todo bom espetáculo de palhaçada mútua, a torta na cara sempre volta na direção de quem jogou. Enquanto a esquerda celebrava, os bolsonaristas batiam o bumbo jurando de pés juntos que o Banco Master — hoje pivô do que se desenha como o maior escândalo financeiro do Brasil moderno — nasceu e se amamentou na Bahia, justamente sob as asas e os governos do PT.
Dito e feito! A cortina subiu e revelou as peripécias acrobáticas de Jaques Wagner com o mesmíssimo Daniel Vorcaro. E olha que a Polícia Federal ainda está afinando os instrumentos para as próximas revelações que prometem deixar muito figurão de dentes batendo. Agora o jogo virou uma batalha de balões d’água: Flávio Bolsonaro, que convenhamos, não tem absolutamente nada de “santo” ou querubim nessa história toda do Banco Master, pegou o microfone do picadeiro para explorar, com requintes de deboche, as facetas e digitais dos integrantes do PT mergulhados até o pescoço nesse angu financeiro.
O que assistimos aqui é o ápice do transformismo político. De um lado, o “Zero Um” tentando apagar o fogo das suas próprias conversas secretas; do outro, caciques petistas tentando explicar como o colo do partido virou poltrona VIP para banqueiros cinematográficos. No fim das contas, essa polarização tabajara se resume a uma coisa: políticos de todos os matizes, cores e plumagens pintando o nariz de vermelho e trocando chicotadas cenográficas. Eles fingem que se odeiam, mas dividem o mesmo camarim e a mesma dinheirama. E quem é o verdadeiro palhaço dessa trupe? Você, meu caro leitor.
Nós, o pacato público, que assistimos a esse show mambembe sem direito a pipoca e ainda pagamos o ingresso mais caro do planeta em forma de impostos. Abram alas para o Brasil, o país onde a lona é o teto e a piada nunca perde a graça — a menos que você olhe para o seu bolso!
CIRCO
Enquanto o “Circo de Brasília” pega fogo, aqui nas terras de Poty, adversários de Alysson Bezerra, pivô central da “Operação Mederi”, preparam verdadeiros dossiês para mostrar ao público circense potiguar as peripécias do “menino pobre” que deseja ser governador.
FUÇANDO
Adversários do ex-prefeito de Mossoró não só vão se utilizar das descobertas da Policia Federal na Operação Mederí a partir dos áudios gavados no interior da fornecedora de medicamentos, a DISMED, que visivelmente comprometem a lisura de Alysson Bezerra.
ESTRATÉGIA
Além de recorrer aos métodos que vão minar o conceito de honestidade preceituado por Alysson, seus adversários vão buscar também nos depoimentos dos mossoroenses os deslizes administrativos do “menino pobre” como forma de mostrar ao eleitor norte-rio-grandense a enganação mostrada nas redes sociais.
PESQUISAS
As pesquisas qualitativas que já estão sendo engendradas nos gabinetes dos marketeiros eleitorais, amparadas pelas pesquisas eleitorais, é que vão ditar as regras que serão utilizadas pelos três candidatos durante a campanha eleitoral.
PROGRAMAS
Ao que parece, dentro do que se vem enxergando no momento, os pré-candidatos Cadu Xavier, Álvaro Dias e Alysson Bezerra continuarão jogando o jogo das agressões, pois até o momento não se viu nenhum desses candidatos mostrar algum plano de governo para salvar o Rio Grande do Norte.
PROGRAMAS 2
O Rio Grande do Norte, a exemplo do que já ocorreu anteriormente em outras gestões, vem atravessando um de seus piores momentos em sua performance fiscal. A conta não fecha. A prioridade é pagar ao funcionalismo. Mas outros setores ficam longe de receber o que lhe é devido.
PROGRAMAS 3
Os recursos arrecadados são insuficientes para que o governo cumpra mensalmente com o pagamento de todas as suas despesas. Mesmo assim, nenhum dos candidatos, até o momento, ainda expôs a receita ideal como solução para tirar o RN no “atoleiro”.

