Ao longo desses setenta e quatro anos de Arquidiocese, a Igreja de Natal acolheu em seu espaço pastoral, três bispos auxiliares: D. Eugênio de Araújo Sales (in memoriam), D. Antônio Soares Costa (in memoriam) e mais recentemente o Mons. José Silvio de Brito. Em contextos diferentes, cada um vai deixando a sua marca no crescimento espiritual e no processo evangelizador do povo de Deus.
D. Marcolino Dantas, após vinte e três anos como o terceiro bispo de Natal, assumiu a Arquidiocese como o primeiro Arcebispo, em 1952. Com o aumento das demandas pastorais, houve a necessidade de um bispo auxiliar. O escolhido foi o Cônego Eugênio de Araújo Sales, do clero arquidiocesano, à época, capelão do Colégio Marista, assistente da Juventude Masculina Católica, e um dos líderes do Movimento de Natal. O seu pastoreio, na condição de bispo auxiliar, durou dez anos (1954 – 1964), tornando-se Administrador Apostólico da Arquidiocese de Natal de 1962 a 1964, quando foi transferido para São Salvador da Bahia, com a mesma função de Administrador Apostólico e respondendo pela Arquidiocese de Natal até a chegada do novo arcebispo. Durante a sua missão, como bispo auxiliar, preparou a Igreja local para a renovação conciliar, em conformidade com o Concílio Vaticano II (1962-1965).
Com a chegada de D. Nivaldo Monte, como segundo Arcebispo de Natal, diante do crescimento territorial e pastoral da Arquidiocese, foi sugerida a criação de uma nova diocese para o RN, sem sucesso. No entanto, a alternativa encontrada para o seu pastoreio foi solicitar um bispo auxiliar, cujo escolhido foi D. Antônio Soares Costa, do clero arquidiocesano. Este permaneceu como bispo auxiliar de D. Nivaldo e, posteriormente, de D. Alair Vilar. Entre as várias atividades realizadas, coube a D. Costa, coordenar a construção da nova catedral, inaugurada em 1988. O outro grande feito, foi preparar o XII Congresso Eucarístico Nacional (1991), que contou com a presença do Papa João Paulo II. Em 1993, foi transferido como bispo diocesano de Caruaru/PE, onde permaneceu até o fim da sua vida. Os restos mortais repousam na Catedral de Nossa Senhora das Dores.
Com o nosso sétimo Arcebispo, D. João Santos Cardoso, diante das demandas pastorais e sobretudo com o crescimento do número de paróquias e do clero (padres e diáconos), D. João logo percebeu a necessidade de um bispo que pudesse auxiliá-lo, marcando, assim, o seu pastoreio pela proximidade do pastor com o seu rebanho. O pedido de um bispo auxiliar foi solicitado a Santa Sé através da Nunciatura Apostólica com sede em Brasília/DF. A resposta ao seu pedido chegou no dia 12 de fevereiro de 2026, e o escolhido foi o Mons. José Silvio de Brito, do clero desta Arquidiocese.
Mons. Silvio nasceu no dia 26 de dezembro de 1970, em Cruzeta/RN, Diocese de Caicó/RN.
Ingressou no Seminário de São Pedro (Natal) em 1993, concluindo Filosofia e Teologia. Foi ordenado diácono no dia 10 de dezembro de 1999 e ordenado presbítero no 30 de junho de 2000.
A cerimônia foi presidida por D. Heitor de Araújo Sales, quarto Arcebispo Metropolitano de Natal, na Catedral de Nossa Senhora da Apresentação.
Após a ordenação sacerdotal foi nomeado para a Área Pastoral de Santa Maria (2000), como administrador, sendo responsável também pelos territórios de Ielmo Marinho e Riachuelo, que pertenciam à paróquia de São Paulo do Potengi/RN. Em 2001, foi transferido para a Paróquia de Santo Antônio de Pádua, em Parque do Coqueiros, Zona Norte de Natal/RN, na condição de Pároco. Em 2010 até 2019, atuou como pároco da Paróquia de Santa Maria Mãe, também na Zona Norte de Natal. Em 2019 foi designado para a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, Ceará-Mirim/RN. Em 2020, assumiu a Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Bairro das Quintas e por último, em 2023, assumiu a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Macaíba/RN, permanecendo nesta freguesia até meados de 2026. Durante esse período assumiu a função de Vigário Geral da Arquidiocese. Porém, antes, assumira outras funções no âmbito da nossa Igreja local como, por exemplo, mestre de cerimônias, coordenador do setor de leigos, vigário episcopal para o clero, membro do conselho de consultores, coordenador do zonal.
A Ordenação Episcopal de Mons. Silvio é aguardada com grande expectativa para o dia 01 de maio, na Festa Litúrgica de São José Operário, a realizar-se na Catedral Metropolitana, às 9h, em cerimônia presidida pelo Arcebispo D. João Santos Cardoso.
Vale ressaltar que D. Silvio é o sexto bispo filho da Região do Seridó. Antes dele, tivemos: D. Eugênio de Araújo Sales – in memoriam (Acari), D. José Adelino Dantas – in memoriam (São Vicente), D. Francisco de Assis Dantas de Lucena (Jardim do Seridó), D. Alcivan Tadeus Gomes de Araújo (Cerro Corá) e D. Agamenilton Damascena (Currais Novos).
Em nossos tempos, diante do crescimento populacional e pastoral da Arquidiocese de Natal, é possível pensar a criação de novas dioceses, cujo processo já foi encaminhado à nunciatura apostólica, bem como a possibilidade de novos bispos para a condução do povo de Deus nas futuras dioceses de Assú e Santa Cruz – Rio Grande do Norte.
Como Igreja orante, rezemos nessas intenções.

