O comparecimento às urnas nas Eleições 2026 também será utilizado para a Prova de Vida dos beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O procedimento anual, que verifica se o titular de aposentadoria, pensão ou benefício assistencial continua vivo para manter o pagamento, atende atualmente cerca de 40 milhões de beneficiários ativos em todo o país.
Segundo o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, quem comparecer para votar terá a Prova de Vida registrada automaticamente.
“A Prova de Vida pode se dar por meio do comparecimento eleitoral. Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada. O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida”, explicou.
A medida integra o modelo adotado pelo INSS para reduzir filas, custos e deslocamentos, especialmente de idosos e pessoas com mobilidade reduzida. Com as mudanças introduzidas pela Lei nº 13.846/2019 e pelo Decreto nº 10.972/2022, o comparecimento presencial deixou de ser a principal forma de comprovação. Desde então, cabe ao próprio Estado buscar informações em bases oficiais que confirmem a vivacidade do beneficiário.
De acordo com a presidente do INSS, Ana Cristina Silveira, o uso dos dados eleitorais facilita o processo e reforça a segurança dos pagamentos.
“Além de simplificar a Prova de Vida a milhões de segurados, a medida também traz segurança ao pagamento de benefícios da Previdência Social.”
Sistema cruza informações automaticamente
Para quem não comparecer às urnas, o INSS continuará utilizando o Sistema de Informações de Registro de Identificação Social (SIRIS), que cruza dados de diferentes órgãos públicos em busca de registros capazes de comprovar a vivacidade do segurado.
Entre as informações consideradas estão emissão de documentos, atendimentos em órgãos públicos e outras movimentações registradas em bases oficiais. O beneficiário só será convocado a regularizar a situação caso nenhuma dessas fontes confirme sua condição.
Dados do TSE ajudaram a atualizar milhões de cadastros
Em 2024, a base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou eventos eleitorais de 20.957.288 beneficiários do INSS. Segundo o Ministério da Previdência Social, essas informações permitiram a atualização de aproximadamente 5 milhões de Provas de Vida.

