O preço da cesta básica caiu 7,95% em Natal entre junho e julho de 2026, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta segunda-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
A capital potiguar registrou a maior redução entre as 26 capitais que tiveram queda no período. Na sequência aparecem Maceió (-7,87%), Belo Horizonte (-7,44%), Palmas (-7,38%) e Rio de Janeiro (-7,12%).
Com a redução, o conjunto de alimentos básicos passou a custar R$ 631,51 em Natal. O valor ficou entre os menores registrados nas capitais das regiões Norte e Nordeste. Aracaju apresentou o menor custo, de R$ 594,07, seguida por Maceió, com R$ 618,60.
Apenas São Luís apresentou aumento no preço da cesta em julho, com alta de 0,3% na comparação com o mês anterior.
São Paulo tem cesta mais cara
Apesar de ter registrado queda de 5,23%, São Paulo apresentou o maior custo da cesta básica entre as capitais, com R$ 915,01. Na sequência aparecem Cuiabá (R$ 881,27), Florianópolis (R$ 860,73) e Rio de Janeiro (R$ 855,37).
Entre os produtos que contribuíram para a redução dos preços em julho estão batata, tomate, café e açúcar. No caso da batata, as quedas ocorreram em todas as capitais onde o produto é pesquisado, favorecidas pelo aumento da oferta provocado pela intensificação da safra de inverno e pela melhora da produtividade.
O tomate também registrou redução de preço em 26 capitais. A maior oferta foi influenciada pelo avanço da produção e pelas condições climáticas, que favoreceram a maturação dos frutos.
O café em pó apresentou queda em 23 capitais. As maiores reduções ocorreram em Campo Grande (-5,19%) e Aracaju (-3,74%). Segundo a pesquisa, a expectativa de produção mundial e a redução das exportações contribuíram para a queda dos preços.
Já o açúcar ficou mais barato em 20 capitais. As reduções variaram de 7,54%, em Campo Grande, a 0,57%, em Aracaju. O aumento do volume de cana-de-açúcar colhido contribuiu para o recuo dos valores no varejo.
Carne, feijão e leite têm comportamento diferente
A carne bovina de primeira apresentou resultados distintos entre as capitais. O preço caiu em 14 cidades, com reduções de até 2,94% em Florianópolis. Em outras 12 capitais, houve aumento, com destaque para Aracaju (2,15%) e Boa Vista (2,10%). Em Porto Alegre, o valor permaneceu estável.
O feijão ficou mais caro em 17 capitais e apresentou redução em outras 10. A pesquisa aponta diferenças na oferta dos tipos carioca e preto como uma das razões para os comportamentos distintos.
O leite também registrou alta na maior parte das cidades. O preço aumentou em 21 capitais, com variações de 0,25%, em Belém, a 6,27%, em Boa Vista. Segundo a pesquisa, as temperaturas mais baixas no campo prejudicaram o ritmo de produção da matéria-prima e contribuíram para a sustentação dos preços do leite UHT.
Pesquisa ampliada para 27 capitais
A Conab e o Dieese mantêm, desde 2024, uma parceria para acompanhar os preços dos alimentos que compõem a cesta básica. O levantamento busca contribuir para as políticas nacionais de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento Alimentar.
Com a parceria, a coleta de preços foi ampliada de 17 para 27 capitais brasileiras. Os resultados dessa nova metodologia começaram a ser divulgados em agosto de 2025.
Os dados detalhados sobre os preços dos produtos que compõem a cesta básica em cada capital estão disponíveis nas plataformas da Conab e do Dieese.

