O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte pelo União Brasil, Allyson Bezerra, afirmou que, se eleito, dará ao candidato a vice-governador, Hernando Morais, autonomia para participar da administração estadual, seguindo o modelo adotado durante sua gestão à frente da Prefeitura de Mossoró. A declaração foi feita neste domingo (26), durante a convenção da Federação União Progressista, no Palácio dos Esportes, em Natal.
Ao apresentar Hernando ao público, Allyson relembrou a experiência com o atual prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros, que foi seu vice-prefeito antes de assumir a chefia do Executivo municipal. Segundo ele, Marcos participou ativamente da gestão e teve liberdade para atuar nas decisões administrativas.
“Ele sentava na minha cadeira no dia em que ele quisesse sentar. Ele estava no meu gabinete no dia em que ele quisesse estar. Ele despachava no Palácio no dia em que ele quisesse despachar. Ele reunia os secretários quando achava que tinha que reunir. Conversava com a Câmara quando era chamado. Eu não tenho limite para as pessoas que estão do meu lado. Eu tenho pessoas para me ajudar a governar”, afirmou, ao citar a atuação de Marcos Medeiros.
Na sequência, Allyson afirmou que pretende adotar a mesma relação com Hernando Morais caso seja eleito governador e disse esperar que o vice também deixe sua própria marca na administração estadual.
“Hernando, você vai ter a oportunidade, assim como Marcos, que hoje é prefeito da minha cidade, de implementar o seu tipo de gestão, a sua marca de gestão. Eu disse a Marcos, quando deixei a Prefeitura, que queria que ele fizesse mais do que eu fiz e fosse maior do que eu fui em Mossoró. Essa é a minha visão para aqueles que estão somando comigo”, declarou.
Durante o discurso, Allyson também rebateu críticas que, segundo ele, ouviu ao longo da carreira sobre sua capacidade de articulação política. O candidato afirmou que sabe dialogar, mas que não abrirá mão da defesa dos interesses do Rio Grande do Norte.
“Diziam que eu não sabia conversar com os políticos, que eu não tinha habilidade, que eu não tinha inteligência, que eu não tinha conhecimento, que eu não sabia sentar na mesa, que eu não sabia dialogar, que eu não sabia conversar e articular”, disse.
Em seguida, afirmou que considera o diálogo uma característica de sua atuação política, mas estabeleceu um limite para as negociações.
“Eu sei conversar, eu sei dialogar, eu sei sentar na mesa e dizer quais são os interesses do Rio Grande do Norte. O que eu não sei é baixar a cabeça”, afirmou.
Allyson também destacou sua trajetória pessoal ao defender que pretende governar voltado para a população de menor renda e para o desenvolvimento do interior do Estado.
“Na história desse Estado, será eleito um filho de pobre, que morou em casa de taipa, estudou em escola pública, que sabe o que é saúde pública, sabe o que é educação pública, sabe o que é luta e dificuldade. Eu quero dizer que governarei esse Estado olhando para as pessoas mais simples que estão precisando de forma urgente e levando o desenvolvimento para o interior”, declarou.
Na área econômica, o candidato afirmou que pretende reduzir a burocracia para quem empreende e defendeu uma política voltada ao crescimento da atividade produtiva.
“Olharei para aquele que é empreendedor, que está com a carga do Estado em cima dele, com burocracia excessiva. A política econômica que eu defendo é a política econômica da liberdade”, enfatizou.

