O senador Styvenson Valentim (Podemos), candidato à reeleição, defendeu neste domingo (26) a escolha da irmã, Anne Kelly Valentim, para ocupar a primeira suplência de sua candidatura ao Senado. Em entrevista ao Diário do RN durante a convenção realizada no Ginásio Nélio Dias, na Zona Norte de Natal, ele afirmou que a decisão foi pessoal e baseada na confiança para garantir a continuidade de seu trabalho.
“Indicação minha, pessoal, não é de partido, não é de empresário, é indicação de segurança, de dar continuidade ao trabalho que eu já comecei”, afirmou.
Ao justificar a decisão, Styvenson afastou a influência partidária ou de financiadores na composição da suplência. Segundo o senador, a experiência do primeiro mandato também pesou para que, desta vez, assumisse diretamente a escolha de quem poderá ocupar sua cadeira em uma eventual ausência.
“É simples, cabia a mim escolher, não cabia a partido, não. O que o partido escolheu em 2018 me prejudicou”, declarou.
O parlamentar também reconheceu que a escolha de um familiar foge do modelo tradicional de composição das chapas e tem provocado questionamentos. Ainda assim, sustentou que a responsabilidade pela decisão deve ser dele, por ser quem exerce atualmente o mandato.
“Eu sei que as pessoas não estão acostumadas com isso, mas sou eu que estou sentado na cadeira lá. As pessoas têm que entender isso”, completou.
Escolha gerou repercussão
A confirmação de Anne Kelly como primeira suplente repercutiu pelo vínculo familiar e inexperiência na política. Antes mesmo da definição, Styvenson já vinha apontando a confiança como critério central para a escolha, defendendo alguém capaz de dar continuidade ao trabalho desenvolvido por ele no Senado.
A indicação também resgatou um episódio de 2020, quando o senador criticou publicamente a irmã após descobrir que ela havia recebido o auxílio emergencial. Embora reconhecesse que Anny estava desempregada e atendia aos critérios legais, Styvenson considerou inadequado que ela recorresse ao benefício por poder contar com sua ajuda financeira. Os recursos recebidos foram posteriormente devolvidos à União.
Seis anos depois, a confiança na irmã é justamente o argumento apresentado pelo senador para colocá-la na primeira suplência de sua candidatura à reeleição.

