O PROBLEMA DO BRASIL É ESTRUTURAL
A eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo não pode ser tratada como um acidente de percurso. Ela representa mais um capítulo de uma crise que se arrasta há mais de uma década. Muitos apontam o histórico 7 a 1 para a Alemanha, em 2014, como o ponto de partida de um processo de perda de identidade da Seleção Brasileira. Desde então, o Brasil segue acumulando frustrações sem encontrar um caminho consistente. Os números reforçam essa percepção. Pela primeira vez desde 1990, quando caiu diante da Argentina, o Brasil é eliminado nas oitavas de final.
Além disso, chega ao maior jejum de títulos mundiais de sua história, até 2030 serão 28 anos sem conquistar a Copa. Mais do que trocar treinador ou renovar parte do elenco, a eliminação reforça a necessidade de uma reflexão profunda sobre o futebol brasileiro. A discussão passa pela gestão da CBF, pelo desenvolvimento de jogadores, pela formação de treinadores e pela construção de um projeto esportivo de longo prazo. Enquanto as principais seleções europeias evoluem de forma planejada, o Brasil continua buscando soluções imediatas para problemas que são estruturais. A derrota para a Noruega pode representar mais do que o fim de uma Copa do Mundo. Ela pode ser o sinal definitivo de que a reconstrução da Seleção Brasileira e do futebol nacional não pode mais ser adiada. Caso contrário, o risco é transformar exceções em rotina e ver o protagonismo brasileiro ficar cada vez mais distante.
FREGUÊS DOS EUROPEUS
Foi a sexta eliminação brasileira seguida para seleções da Europa. Em 2006 caímos para França nas quartas de final, em 2010 foi para Holanda nas quartas, em 2014 humilhados pela Alemanha, em 2018 um fiasco contra a Bélgica e 2022 nos pênaltis para a Croácia.
ESCOLHAS DE ANCELOTTI
Outra discussão passa pelas escolhas de Carlo Ancelotti. A saída de Rayan abriu espaço no lado direito da equipe, reduzindo a velocidade pelos corredores e facilitando o trabalho defensivo da Noruega. A mudança diminuiu a agressividade brasileira justamente quando o time precisava.
SEM IDENTIDADE
Também chama atenção a postura da equipe. Em diversos momentos, a equipe pareceu aceitar o ritmo imposto pelos noruegueses. Faltou intensidade, competitividade e a capacidade de impor seu jogo em uma partida eliminatória.
ROLOU PREMIAÇÃO
Mesmo com a eliminação do Brasil diante da Noruega nas oitavas de final, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) garantiu 15 milhões de dólares em prêmio – cerca de R$ 77,5 milhões. Dinheiro este que deveria ser devolvido aos torcedores pelo vexame nos EUA.
PÉ NAS OITAVAS
O América conseguiu uma importante vantagem contra o Trem. A vitória fora de casa por 4×1 praticamente selou a classificação às oitavas de final da Série D. O time pode perder por até dois gols de diferença que classifica em Natal.
REVERTER SITUAÇÃO
O ABC perdeu o primeiro jogo para o Águia de Marabá, mas tem time para reverter a situação nos 90 minutos. É hora do torcedor chegar junto, pois só faltam três jogos para as quartas de final, a fase que vai definir os quatro acessos e os play-offs de mais duas vagas.

