A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) aprovou a liberação de R$ 77,2 milhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) para a Ferrovia Transnordestina. O repasse corresponde à terceira parcela prevista no sexto aditivo ao contrato de investimento do empreendimento.
O acordo estabelece R$ 1 bilhão em recursos do FDNE para a ferrovia em 2026. Com a nova liberação, a Sudene já destinou R$ 556 milhões do montante previsto para este ano. O saldo disponível dentro do orçamento confirmado é de R$ 43,9 milhões.
A decisão foi tomada nesta quinta-feira (24), durante a 631ª Reunião da Diretoria Colegiada da Sudene, e integra o processo de financiamento da ferrovia por meio do fundo administrado pela autarquia.
FDNE já destinou R$ 6,2 bilhões para a ferrovia
A participação do FDNE no projeto da Transnordestina começou em 2008, quando o empreendimento recebeu aprovação da Sudene. Desde então, o contrato passou por ajustes e aditivos para adequar o financiamento e a execução da obra.
A ferrovia tem orçamento estimado em R$ 15 bilhões. Desse total, o FDNE participa com R$ 7,4 bilhões, dos quais R$ 6,2 bilhões já foram liberados. O projeto também recebeu R$ 816 milhões provenientes do antigo Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor).
Além do financiamento, a Sudene participa da governança do empreendimento como acionista da Transnordestina Logística S.A.
Obra já soma 832 quilômetros executados
A construção da ferrovia avançou nesta semana com a conclusão de mais um trecho no Ceará. O lote 6, entre os municípios de Quixeramobim e Quixadá, recebeu entrega oficial com 50 quilômetros de extensão.
Com esse avanço, a primeira fase da Transnordestina alcançou 832 quilômetros executados, de um total previsto de 1.053 quilômetros. O percentual de avanço físico informado para essa etapa chega a 84%.
Os 221 quilômetros restantes seguem em obras de infraestrutura e superestrutura. Segundo a concessionária Transnordestina Logística S.A. (TLSA), ainda estão previstas para este ano as entregas dos trechos Quixadá–Itapiúna e parte do segmento entre Caucaia e o Porto do Pecém.
A ferrovia é considerada estratégica para ampliar a integração logística do Nordeste, conectando áreas produtoras aos principais polos de exportação e transporte da região.

