O STF (Supremo Tribunal Federal) tenta há mais de um mês, sem sucesso, intimar o deputado Mário Frias (PL-SP) para explicar emenda destinada a uma organização não governamental ligada à empresa que produz o filme Dark Horse, que relata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo a CNN, a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) acionou o Supremo para que o repasse da verba fosse investigado dentro da ação relatada pelo ministro Flávio Dino que apura o mau uso de verbas parlamentares.
Frias repassou R$ 2 milhões à ONG Instituto Conhecer Brasil. Dino mandou o deputado prestar informações sobre “possíveis irregularidades” na execução dos recursos.
A decisão foi publicada em 21 de março, quando o ministro deu cinco dias para que o deputado se manifestasse a respeito do processo apresentado por Tabara Amaral.
Em 14 de abril, a secretaria do Supremo informou que houve, sem sucesso, três tentativas de intimação no gabinete de Frias.
Depois, Dino mandou a Câmara informar os endereços de Frias em São Paulo e Brasília, mas ele também não foi encontrado nos locais indicados.
Em nota divulgada na terça-feira (13) após a revelação do áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicita verba do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para custear o filme, Frias afirmou que não há dinheiro público na gravação.
“‘Dark Horse’ é uma superprodução em padrão hollywoodiano, com 100% de capital privado, ator de primeira linha, além de diretor e roteirista de renome internacional”, declarou.
Frias é produtor do longa e ex-secretário de Cultura na gestão Bolsonaro e disse que Flávio Bolsonaro apenas cedeu direitos de imagem. “Seu papel limitou-se à cessão dos direitos de imagem da família e, naturalmente, ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores interessados em financiar um projeto desse porte”, disse.

