A Receita Federal encerrou na segunda-feira (31) o pagamento do quarto e último lote regular de restituição do Imposto de Renda 2026. No Rio Grande do Norte, 5.860 contribuintes foram contemplados, com um total de R$ 17,6 milhões liberados.
Para quem entregou a declaração dentro do prazo, mas não recebeu a restituição neste lote, especialistas orientam que o próximo passo é consultar o processamento da declaração e verificar se existem pendências ou se o pagamento será incluído nos chamados lotes residuais.
A consulta pode ser feita pelo Portal e-CAC, com acesso por conta Gov.br de nível prata ou ouro, na opção “Meu Imposto de Renda”. O contribuinte também pode utilizar o site ou aplicativo Meu Imposto de Renda, disponibilizados pela Receita Federal.
Segundo Daniel Carvalho, sócio-diretor da Rui Cadete Consultores Associados, a verificação permite identificar a situação da declaração e entender por que a restituição ainda não foi liberada.
“Ficar fora do último lote não significa, necessariamente, que o contribuinte perdeu o direito à restituição. É preciso verificar se a declaração está em análise, se há alguma pendência ou se o pagamento será feito posteriormente. O extrato de processamento ajuda a identificar eventuais inconsistências”, destaca o contador.
Pendências podem atrasar pagamento
Entre os principais motivos que podem levar uma declaração à retenção estão divergências em rendimentos informados, dados duplicados, despesas médicas inconsistentes e valores não declarados.
Daniel Carvalho explica que a Receita Federal realiza cruzamentos entre as informações apresentadas pelo contribuinte e os dados enviados por empresas, instituições financeiras e outros órgãos.
“A declaração passa por uma série de cruzamentos de informações. Por isso, uma diferença entre os dados informados pelo contribuinte e aqueles recebidos pela Receita pode gerar uma pendência. Identificar a origem dessa divergência é fundamental para saber se será necessário retificar a declaração”, afirma.
O especialista também destaca que o processo de análise ocorre em um cenário de ampliação das fontes de informação utilizadas pelo Fisco, após a substituição da Dirf pelo eSocial e pela EFD-Reinf.
Caso seja identificada alguma inconsistência, o contribuinte pode enviar uma declaração retificadora por meio do programa do Imposto de Renda. Após a correção, a Receita Federal realiza uma nova análise e, se houver direito à restituição, o pagamento poderá ser incluído em um dos lotes residuais.
“Após a retificação, a Receita Federal fará um novo processamento e, se a restituição estiver disponível, o contribuinte poderá ser incluído em um dos lotes residuais. Esses pagamentos ocorrem depois do encerramento dos lotes regulares”, explica Daniel.
Crédito não recebido exige atenção
Nos casos em que a restituição foi liberada, mas o valor não caiu na conta indicada pelo contribuinte, é necessário verificar os dados bancários informados e solicitar o reagendamento do pagamento.
Se o valor não for resgatado no prazo de até um ano, o contribuinte deverá solicitar a restituição diretamente pelo Portal e-CAC.
A recomendação dos especialistas é que os contribuintes acompanhem regularmente a situação da declaração para identificar possíveis problemas e evitar novos atrasos no recebimento dos valores.

