USO DA MÁQUINA
A bomba da campanha vem de Mossoró. O prefeito Marcos Medeiros desmoraliza a Justiça Eleitoral e usa a máquina pública sem o menor pudor. Numa reunião com moradores de uma comunidade rural, o aliado de Allyson condiciona claramente a chegada de benefícios ao voto em Allyson e Cinthia.
CRIME
O material registrado em áudio e vídeo durante reunião na comunidade Puxa Boi, pode configurar crime eleitoral ao utilizar a máquina pública em benefício eleitoral do ex-prefeito Allyson Bezerra.
PUNIÇÃO
Nesse caso, se a Justiça entender que houve uso da máquina pública e se configura crime eleitoral, a punição pode atingir o próprio Allyson e chegar a cassar o registro de sua candidatura.
CENÁRIO
O prefeito Marcos Medeiros até poderia dizer que foi tratar das demandas da comunidade. Porém, duas coisas repelem qualquer justificativa: O dia e o traje. O prefeito estava num dia de domingo, todo fantasiado de cabo eleitoral pedindo voto. É batom na cueca que chama?
DISCURSO
Para piorar a situação, a cobrança da população por atendimento básico de saúde destrói o discurso do ex-prefeito Allyson Bezerra, de ter sido um ótimo gestor na saúde de Mossoró e ser exemplo para o estado.
DISCURSO II
O ex-gestor que está prometendo revolucionar a saúde do RN, conviveu com várias comunidades sem um único lugar para atendimento médico. A população precisava escolher o dia que o carro ia buscar para levar para outro lugar. É esse o modelo de gestão que Allyson quer empregar no estado?
ANIMAÇÃO
A passagem de Flávio Bolsonaro por Natal empolgou a militância da candidatura de Álvaro Dias.
A turma amanheceu a terça-feira entusiasmada e com todo gás para tentar mudar o cenário adverso.
MOROSIDADE
É fato que o candidato Álvaro Dias não ajuda para dar pique na campanha. É uma morosidade só, não passa energia, não empolga. Isso tem prejudicado o desempenho do candidato, que mais parece alguém que está cansado, só cumprindo tabela e acha um fardo ter que caminhar ou participar de um comício.
COLETIVA
Engraçado. Até o momento ninguém viu o senador Rogério Marinho convocar uma coletiva junto com a cúpula da oposição para pedir a prisão e o impeachment do ministro Kassio Nunes Marques, flagrado com um contrato de mais de 400 milhões de reais com o banqueiro bandido Daniel Vorcaro. Silêncio ensurdecedor de Rogério. Nada de indignação.
INDIGNAÇÃO
Assim como Rogério Marinho silenciou sobre o escabroso contrato de 400 milhões de reais do ministro Kassio Nunes com Vorcaro, o rei da indignação seletiva, Flávio Bolsonaro, também engoliu a língua. O problema deles nunca foi a corrupção e nem o dinheiro sujo de Vorcaro.
SELETIVIDADE
O problema é a seletividade da indignação. Moraes e Kassio são ministros do STF. Moraes tinha um contrato de 130 milhões de reais; Kassio tinha um contrato de 427 milhões. Ambos os contratos eram originados do bolso de Vorcaro. Flávio Bolsonaro não dá uma palavra sobre o contrato de 400 milhões. O alvo é Moraes. Não é indignação, é vingança.

