O Partido Democrático Trabalhista (PDT) aprovou, nesta sexta-feira (6), o ingresso em uma federação partidária com Solidariedade, Partido Renovação Democrática (PRD) e Avante. A decisão foi tomada durante reunião híbrida da Executiva Nacional e referendada pelo Diretório Nacional da legenda. O objetivo é superar a cláusula de barreira estabelecida pela legislação eleitoral e garantir acesso ao Fundo Partidário e ao tempo gratuito de propaganda no rádio e na televisão a partir de 2027.
A articulação ocorre após o PDT não alcançar os critérios mínimos de desempenho nas eleições de 2026. O Avante e a federação formada por PRD e Solidariedade também ficaram abaixo das exigências legais. Com a união, as quatro siglas poderão somar seus resultados eleitorais para cumprir os requisitos e preservar o acesso aos recursos públicos destinados ao funcionamento dos partidos.
Segundo comunicado oficial do PDT, a decisão será encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável por analisar e aprovar a ampliação da federação. Após a homologação, o grupo deverá atualizar seu nome e estatuto. PDT+1
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou que a iniciativa permitirá fortalecer a atuação das legendas no Congresso Nacional sem comprometer suas identidades políticas.
“A federação potencializará os partidos, incluindo nossos deputados e senadores, na defesa da democracia e dos direitos do povo brasileiro. É o legado trabalhista cada vez presente na vida dos brasileiros”, declarou Lupi, conforme nota divulgada pelo partido.
A formação da nova aliança também poderá ampliar a representação parlamentar das siglas. Juntas, elas somam 18 deputados federais eleitos para a legislatura que começa em 2027, além de um senador e 58 deputados estaduais.
A federação já possui uma estrutura inicial. Solidariedade e PRD integram a Federação Renovação Solidária desde 2025, enquanto o Avante decidiu aderir ao grupo em outubro deste ano.

