O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, confirmou oficialmente, na noite deste domingo (25), a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um quarto mandato à frente da Presidência da República. Durante pronunciamento na sede da Corte, em Brasília, o magistrado assegurou a confiabilidade da votação e da apuração, mesmo após dificuldades operacionais provocadas pela prorrogação do horário de votação em determinadas localidades do país.
“Temos absoluta segurança de todo o processo eleitoral”, afirmou Nunes Marques, ao apresentar o balanço do segundo turno das eleições de 2026. O ministro destacou o trabalho das equipes técnicas da Justiça Eleitoral para garantir a integridade da totalização dos votos e a divulgação dos resultados.
O presidente do TSE confirmou que Lula foi reeleito com mais de 64 milhões de votos, derrotando o senador Flávio Bolsonaro (PL). O resultado garante ao petista um quarto mandato presidencial, feito inédito na história das eleições diretas brasileiras.
Durante o pronunciamento, Nunes Marques informou que telefonou para os dois candidatos após a definição matemática do resultado. Ao cumprimentar Lula, destacou sua trajetória política e a expressiva vitória nas urnas. O ministro também reconheceu o desempenho de Flávio Bolsonaro, que disputou a Presidência pela primeira vez.
“Ao candidato Flávio Bolsonaro, que pela primeira vez disputou a eleição presidencial e conquistou votação expressiva, parabenizo pela campanha”, declarou.
Prorrogação da votação
O presidente do TSE também comentou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a ampliação do horário de votação até as 19h em localidades afetadas por dificuldades no transporte de eleitores.
Segundo Nunes Marques, a determinação judicial chegou após as 17h, quando milhares de urnas eletrônicas já haviam encerrado o recebimento de votos. Como os equipamentos não poderiam ser reabertos, a Justiça Eleitoral precisou adotar medidas extraordinárias para preservar a segurança da apuração.
“A decisão proferida após o horário de encerramento da votação gerou dificuldades no processo eleitoral”, afirmou.
O magistrado explicou que foi necessário interromper temporariamente o recebimento dos boletins de urna para impedir que informações sobre os resultados fossem conhecidas enquanto ainda havia eleitores votando.
A medida exigiu uma operação técnica para armazenar os dados e garantir que a totalização fosse retomada de maneira segura após o encerramento do prazo adicional.
TSE afirma que problemas não comprometeram resultado
Apesar das dificuldades, Nunes Marques garantiu que a decisão judicial foi cumprida integralmente e que os procedimentos adotados preservaram a confiabilidade da eleição.
“A Justiça Eleitoral e o TSE cumpriram a decisão nos estritos termos em que ela foi proferida”, declarou o ministro, ao explicar que a totalização e a divulgação dos votos foram retomadas após a implementação das medidas de segurança.
O presidente do tribunal ressaltou que a prorrogação do horário de votação representou uma situação inédita e exigiu cautela diante dos possíveis impactos tecnológicos.
“Não seria possível, em poucas horas, construir um juízo de certeza de que nenhum efeito colateral, especialmente no aspecto tecnológico, advindo de uma decisão judicial, viesse a impactar significativamente a apuração”, afirmou.
Nunes Marques também destacou que eventuais denúncias sobre dificuldades de acesso ao transporte público durante o segundo turno serão apuradas pela Justiça Eleitoral.
Justiça Eleitoral destaca segurança das urnas eletrônicas
Mais cedo, durante balanço parcial da votação, o presidente do TSE havia destacado a normalidade do processo eleitoral e o baixo índice de ocorrências registradas em todo o país.
Segundo dados oficiais apresentados pelo tribunal, das 499.248 urnas eletrônicas utilizadas nas eleições, apenas 900 precisaram ser substituídas, o equivalente a 0,18% do total.
Até o início da tarde, a Justiça Eleitoral havia contabilizado 138 ocorrências, incluindo registros relacionados à propaganda irregular, tentativa de violação do sigilo do voto e compra de votos. Nenhuma seção eleitoral havia registrado necessidade de votação por cédulas de papel naquele momento.
Lula é reconhecido como presidente reeleito
Ao proclamar o resultado do segundo turno, Nunes Marques confirmou a vitória de Lula e de seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), para o mandato de 2027 a 2030.
O presidente do TSE destacou a votação expressiva recebida pelo petista e reconheceu a decisão dos eleitores brasileiros, reafirmando a legitimidade do processo democrático.

