Uma operação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) resultou na prisão em flagrante de quatro homens nesta sexta-feira (7), durante uma investigação sobre contrabando, agiotagem e associação criminosa. A ação ocorreu simultaneamente em municípios do Rio Grande do Norte e da Paraíba.
Batizada de Operação Malta, a ação cumpriu oito mandados de busca e apreensão em imóveis e veículos nas cidades de Caicó e Currais Novos, no RN, e Patos, na Paraíba. As diligências foram realizadas pelo MPRN, com participação das Polícias Civil e Militar dos dois estados.

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Segundo o Ministério Público, o grupo investigado atuava na comercialização e distribuição de cigarros e medicamentos contrabandeados. As investigações também apontaram a realização de empréstimos informais com cobrança de juros e retenção de cheques como garantia, prática investigada como agiotagem.
A apuração identificou uma divisão de tarefas entre os integrantes. Alguns dos investigados seriam responsáveis pelo fornecimento dos produtos, enquanto outros atuariam no transporte, armazenamento e distribuição. Estabelecimentos comerciais, depósitos e veículos eram utilizados na logística da atividade.
As negociações, conforme o MPRN, envolviam preços, quantidades, fornecedores e rotas de distribuição para municípios como Caicó, Cruzeta, São José do Seridó, Laginhas e Jucurutu. Os investigados também utilizariam linguagem cifrada para tratar dos produtos e organizariam entregas em horários considerados de menor fiscalização.
Durante o cumprimento dos mandados, foram encontrados maços de cigarros sem notas fiscais, munições de armas de grosso calibre e aparelhos celulares.
Quatro homens foram presos em flagrante. Três deles foram detidos por suspeita relacionada ao contrabando, enquanto o quarto foi preso por posse ilegal de munição de uso restrito. Todos foram conduzidos para uma delegacia da Polícia Civil e permanecem à disposição da Justiça.

A operação contou com 10 integrantes do MPRN e do Ministério Público da Paraíba, além de aproximadamente 60 policiais civis e militares. O material apreendido será analisado pelo MPRN, que pretende verificar a participação de outras pessoas e possíveis novos crimes relacionados ao grupo.

