Um homem de 27 anos, residente no bairro do Retiro, Buenos Aires, foi denunciado por maltrar e matar pelo menos 16 gatos. Diversas organizações de proteção animal e moradores locais afirmam que ele se apresentava como um “amante dos animais” para adotar gatos recém-nascidos e, em seguida, os matava.
Segundo o Extra, o advogado Alexis Pablo Marrocco, que representa os denunciantes, disse ao jornal LA NACION que o homem — identificado como Adriel Santiago Caminos Ortega — “entrou em contato com um grande número de ONGs e grupos de resgate oferecendo-se para adotar gatinhos, gatas prenhas e gatas amamentando. Ele conquistou a confiança de muitos”, afirmou.
— Eles, de boa fé, entregaram gatos em sua casa, mas esses animais morreram poucas horas após cada entrega e o acusado deu desculpas implausíveis, mentiu descaradamente, culpou o socorrista e até culpou o próprio animal — disse o advogado de acusação.
Entretanto, o laudo psicológico do profissional que trabalha no caso contra Caminos Ortega concluiu que ele é uma pessoa com traços de “maquiavelismo, narcisismo, psicopatia e sadismo, com alto grau de periculosidade “.
Segundo a especialista, que baseou sua avaliação em “testemunhos, comunicações digitais, relatos coincidentes de terceiros, histórico de comportamento repetitivo e evidências relacionadas”, existe uma alta probabilidade de que o nível de agressão aumente.
O caso foi encaminhado ao Ministério Público de Primeira Instância para Crimes, Contravenções e Delitos Menores.
Segundo o relato apresentado no documento, um dos eventos centrais ocorreu em 16 de janeiro, em um apartamento na Rua Corrientes. Caminos Ortega estava cuidando de um menino de dez anos e do gato da família, chamado Charly, quando torturou o animal com socos, sufocamento com sacos e esmagamento com a porta da varanda.
O animal morreu pouco depois devido a uma hipóxia grave compatível com asfixia mecânica. Segundo a denúncia, a criança tentou salvar seu animal de estimação, mas também foi agredida fisicamente pelo acusado, que beliscou o menino e o ameaçou para que não contasse nada sobre o ocorrido.

