Depois de uma sessão de estreia lotada em abril, com presença de parlamentares, assessores e aliados do bolsonarismo, o documentário “A Colisão dos Destinos”, que retrata o atentado sofrido por Jair Bolsonaro em 2018, chegou ao circuito comercial nessa quinta-feira (14) em meio a novas polêmicas envolvendo o financiamento de outra produção sobre o ex-presidente – Dark Horse. As informações são do NDMais.
Se no lançamento do documentário reuniu nomes influentes do Partido Liberal e integrantes do entorno político do ex-presidente em uma sessão marcada pela forte presença de parlamentares conservadores, a estreia comercial ocorreu de forma mais discreta nos cinemas, sem grande mobilização do público em Brasília.
Segundo a sinopse divulgada pela produção, o longa reconstrói os bastidores da facada sofrida por Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018 e relembra episódios considerados decisivos naquele período. Entre os trechos destacados está a administração de um antibiótico por Gilson Machado na véspera do atentado.
O documentário também explora aspectos familiares e emocionais relacionados ao episódio. Um dos momentos retrata a história de Dona Olinda, mãe do ex-presidente, que morreu sem saber do atentado sofrido pelo filho.
Com tom documental e forte apelo emocional, a produção aposta em temas como fé, resistência e decisões que, segundo os organizadores, influenciaram diretamente o rumo dos acontecimentos após o ataque.
Na sessão de estreia realizada em abril, estiveram presentes o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, a deputada Bia Kicis, o senador Carlos Portinho e o deputado Delegado Fahur, todos do Partido Liberal. Diferentemente da primeira exibição, desta vez a movimentação nos cinemas foi mais tímida e sem filas para acompanhar o longa.
A estreia comercial do documentário ocorre paralelamente à divulgação de áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. O episódio abriu um novo debate político sobre a origem dos recursos utilizados para financiar o filme sobre a trajetória do ex-presidente e levantou questionamentos sobre possível financiamento indevido da produção.

