CADU DE LULA E ALYSSON NA RETA FINAL
A eleição para o Governo do Rio Grande do Norte entrou na semana decisiva com todos os ingredientes de um bom roteiro político: disputa apertada, alianças de última hora, pesquisas que alimentam esperanças e preocupações, além de uma velha incógnita que costuma tirar o sono dos candidatos — o eleitor, esse personagem que recebe acenos de todos os lados, escuta promessas com paciência variável e, na hora H, pode muito bem fazer exatamente o contrário do que os caciques imaginaram.
De um lado, Cadu de Lula (PT), que tenta transformar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em combustível eleitoral. Do outro, Alysson Bezerra (União Brasil), que construiu uma ampla rede de apoios municipais e busca converter sua capilaridade política em votos nas urnas. A votação está marcada para o próximo domingo, 25 de outubro, e o cenário é de disputa aberta. Afinal, numa eleição desse tamanho, até uma conversa de calçada pode valer mais do que um discurso de palanque.
A principal aposta de Cadu está na sua capacidade técnica e na associação de sua candidatura à imagem de Lula, especialmente em um estado onde o presidente historicamente desfruta de forte apoio popular. A identificação entre os dois pode ajudar o petista a conquistar eleitores que, embora ainda não tenham decidido o voto para governador, já tenham preferência definida para a Presidência da República.
O desafio de Cadu é convencer o eleitor de que a proximidade com o presidente representa vantagens concretas para o Rio Grande do Norte, seja na atração de investimentos, na execução de obras ou na ampliação de políticas públicas. O sobrenome político de sua campanha ajuda a abrir portas, mas é preciso que o eleitor enxergue o que há atrás delas.
Se Cadu procura força na identificação com Lula, Alysson aposta na presença de lideranças municipais espalhadas pelo estado. Levantamento divulgado pelo portal 98 FM Natal em 16 de outubro apontou 82 prefeitos alinhados ao candidato do União Brasil, contra 53 que apoiavam Cadu. Outros 32 municípios permaneciam sem alinhamento definido entre os dois candidatos, reunindo aproximadamente 214 mil eleitores. Mas existe um detalhe que costuma escapar às fotografias de convenções e aos anúncios de adesão: prefeito não é proprietário de eleitor.
Entretanto, o acontecimento político de maior repercussão na campanha petista nesta semana foi o anúncio de apoio do presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), à candidatura de Cadu de Lula. A adesão foi anunciada no domingo, 18 de outubro, e envolveu também o apoio do PSDB estadual ao candidato petista.
Em uma disputa tão equilibrada, o anúncio tem valor estratégico. Para Cadu, significa ampliar o campo de alianças em um momento em que cada apoio relevante é tratado como conquista de campeonato. Para Alysson, representa a necessidade de continuar defendendo sua própria rede política e impedir que novas adesões alterem o equilíbrio da disputa.
Até domingo, o clima será de disputa voto a voto, com caravanas, reuniões, discursos e uma enxurrada de mensagens políticas. No fim das contas, a eleição potiguar oferece uma lição antiga, mas frequentemente esquecida pelos políticos: apoio é apoio, pesquisa é pesquisa e voto é voto.
Prefeitos podem abrir caminhos, Lula pode emprestar força política e Ezequiel Ferreira pode ampliar alianças. Mas nenhum deles vota no lugar do cidadão. Será o eleitor quem dará a palavra final.
MENTIRA
Como diria o jornalista Elio Gaspari, no Estadão, “mentir faz parte, mas Flávio exagerou”.
MENTIRA 2
Realmente, a mentira – entre as promessas da campanha eleitoral – faz parte do metiér dos políticos, mas há de se convir que Flávio Bolsonaro exagerou na mentira quando diz que fará transformações no SUS para oferecer serviços no padrão do Hospital Albert Einstein.
FARRA
No mesmo Estadão, a Coluna do Estadão, com Roseann Kennedy, traz “A farra de Lula com a máquina pública destrói a isonomia da eleição e prova que regras atuais faliram”.
FARRA 2
A jornalista Roseann Kennedy adianta que “O uso ostensivo da máquina pública pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste ano expôs a falência das regras atuais da legislação eleitoral”.
FARRA 3
Em outro trecho a Coluna do Estadão sintetiza: “Com a desaprovação do seu governo acima de 50% e a derrota sofrida no primeiro turno da corrida presidencial para o adversário Flávio Bolsonaro (PL), o Chefe do Executivo acionou o orçamento para tentar reverter o quadro político a todo custo”.
CAMPANHA0
Nessa reta final da campanha presidencial, ambos os candidatos, Flávio e Lula jogam todos os trunfos disponíveis, mas Lula leva a vantagem de estar com a “máquina azeitada” sob o seu comando.

