O XADREZ DO SENADO E A MEMÓRIA DAS URNAS
A política, em sua essência mais pura, é o terreno do imprevisto. Para o eleitorado norte-rio-grandense, o pleito de outubro bate à porta trazendo um cenário que oscila entre o cálculo cirúrgico das alianças e o eco de surpresas passadas. Desta vez, os potiguares têm a missão de preencher duas cadeiras na Câmara Alta, redesenhando as forças do Estado em Brasília. O tabuleiro atual se desenha em uma simetria direta com as quatro principais chapas ao Governo do Estado.
Na frente liderada pelo PT com Cadu Xavier, a esquerda aposta em dobradinha com as candidaturas de Samanda Alves (PT) e Rafael Motta (PDT). Sob a liderança de Álvaro Dias, o bloco alinha o peso da direita e do centro com o Coronel Hélio (PL) e o atual senador Styvenson Valentim (Podemos). Já o União Brasil, encabeçado por Alysson Bezerra, mantém até o momento um desenho mais focado, sustentando a candidatura única da senadora Zenaide Maia (PSD). Por fim, na trincheira do PSOL, liderada por Roberto Paulino, a militância apresenta alternativas historicamente combativas para o Congresso, como o ex-deputado Sandro Pimentel (PSOL) e Rosália Fernandes (PSTU).
Olhar para essa engenharia política evoca, quase que obrigatoriamente, um forte sentimento já visto. Há exatamente oito anos, o Rio Grande do Norte vivia uma efervescência democrática similar. Naquela ocasião, nada menos que 15 candidatos — de legendas que iam do MDB ao PSTU, REDE, DC e PHS — disputavam palmo a palmo a preferência popular. A atmosfera estava carregada de certezas que as urnas trataram de pulverizar. O favoritismo repousava sobre duas lendas da política tradicional: o então senador Garibaldi Filho, que buscava a reeleição, e o ex-governador Geraldo Melo. Ambos carregavam o peso de biografias densas e estruturas robustas.
Mas a história gosta dos audazes. Em um revés emocionante que desafiou todas as pesquisas de opinião, o neófito Capitão Styvenson Valentim e a então deputada federal Zenaide Maia conquistaram as vagas, deixando os caciques tradicionais pelo caminho. Foi um recado claro de que o eleitor norte-rio-grandense não é refém de prognósticos.
Neste 2026, com o reencontro marcado para outubro, o favoritismo é novamente uma palavra proibida. Entre veteranos que tentam a reeleição, novas apostas e alianças de conveniência, os postulantes sabem que o asfalto é quente e o voto é livre. A menos de seis meses do pleito, a única certeza na mesa do potiguar é a de que a história se escreve no silêncio da cabine, e qualquer resultado, por mais surpreendente que pareça, pode acontecer.
CORRIDA
Nessa corrida pelas duas vagas ao Senado Federal, uma das grandes lideranças políticas do estado, o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (União Brasil) foi “deixado para trás” pela sua agremiação partidária.
CORRIDA 2
O acertado por Alysson Bezerra e pelo presidente regional do União Brasil, José Agripino, não foi cumprido com Carlos Eduardo e isso consolidou o dito popular: em política tudo é possível, até mesmo o impossível. Deram “um canto de carroceria” em Carlos Eduardo.
SURPRESA
Em sua coluna de ontem, quarta-feira, o jornalista Tulio Lemos começou a revelar mais um episódio de traição protagonizado pelo pré-candidato ao governo Alysson Bezerra. O episódio ainda está em curso, pois ainda não teve um desfecho.
ALYSSON
O ex-prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra tem se revelado um exímio comunicador ao utilizar as redes sociais e essa sua peripécia lhe valeu, até o momento, o feito de ter despontado como o preferido pelo eleitorado potiguar na corrida pelo governo do estado.
ESPECIALIZAÇÃO
Da mesma forma, Alysson Bezerra também tem se especializado em fazer promessas mirabolantes para conquistar parceiros políticos para sua campanha eleitoral, mas começa a demonstrar que alguns desses compromissos começam a não ser cumprido.
ESPECIALIZAÇÃO 2
E isso tipo de comportamento pode trazer consequências para o candidato a governador, que ainda nem deu a largada na campanha eleitoral e já começa a enfrentar conflitos internos por quebra de compromissos políticos.
ECONOMIA
Os setores de mineração e fruticultura foram os setores que se destacaram em potencializar a economia do Rio Grande do Norte. E o deputado Hermano Morais (MDB) registrou no plenário da Assembleia Legislativa os dados fornecidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MIDIC).
ECONOMIA 2
Para o parlamentar do MDB, “a extração do ouro em Currais Novos foi o grande destaque do período gerando uma receita superior a 24 milhões de dólares. O setor de fruticultura – melão, melancia e mamão – destacou com uma receita de quase 10 milhões de dólares”.

