A rotina vibrante das redações deu lugar, nos últimos dias, a uma vigília silenciosa e movida pela fé. O jornalista e empresário Luis Henrique tem compartilhado, com transparência e emoção, os bastidores da maior batalha que ele e sua esposa, a jornalista Helga Oliveira, já enfrentaram em quase três décadas de união. Luis usa sua voz e sua fé como ferramentas fundamentais no processo de cura de Helga.
Helga Oliveira convive há cinco anos com um quadro de leucemia crônica e uma rotina de tratamento a qual já estavam familiarizados. Mas na última semana, uma gripe evoluiu para uma pneumonia agressiva, condição que a levou à internação. No entanto, os boletins mais recentes trazem notícias que renovam o fôlego da família: o quadro clínico apresenta uma evolução positiva, sinalizando que o corpo tem respondido bem aos cuidados médicos. “Ela está no melhor lugar, que é a Liga, sob os cuidados de médicos abnegados, pessoas incríveis. Ela está se esforçando pra caramba. O quadro clínico dela apresentou uma melhora. Os exames estão melhorando. É um quadro delicado ainda, mas é um quadro de melhora”, contou Luis Henrique em conversa com o Diário do RN na tarde desta segunda-feira (15).
O Poder da Oração
Para Luis Henrique, a medicina e a espiritualidade caminham lado a lado. Ele tem sido o motor de uma robusta corrente de orações que atravessa as redações de Natal, alcança amigos e até mesmo desconhecidos. “A fé é o que nos sustenta”, afirma o jornalista, que vê em cada pequena melhora de Helga um testemunho de que a energia positiva e as preces têm surtido efeito.
“Eu digo a mesma coisa sempre: a ciência está fazendo o trabalho dela, com aqueles profissionais abnegados, extraordinários; a gente está fazendo o nosso papel aqui fora com a fé. Então, a única coisa que eu peço aos amigos para essa mensagem ecoar é que continuem rezando e orando pelo pulmão de Helga. E ela está se esforçando para continuar fazendo a diferença aqui na vida dos que gostam dela e principalmente da família. É fé, ciência e ela fazendo o esforço dela”
Essa mobilização coletiva tem sido um bálsamo para o casal, que é muito querido na comunicação potiguar. A cada postagem ou mensagem de apoio, Luis Henrique reforça que o carinho recebido é um combustível essencial para enfrentar os dias de espera no hospital.

Rotina em Família: Pedro e Caio
No centro dessa jornada estão os filhos do casal, Pedro e Caio. “Caio tem 11 anos, é uma criança autista nível 2 de suporte. Então, é a criança que pergunta pela mãe. A gente diz que ela está dodói, mas que está no hospital e vai voltar. E Pedro, com 16 anos, é um menino super maduro muito crente na fé, já esteve com a mãe, já visitou ela. Ele está consciente e está firme na fé”
A rotina da casa, embora adaptada às necessidades do tratamento de Helga, é mantida com a serenidade de quem confia no amanhã. Luis Henrique destaca o papel dos meninos como fontes de motivação. Para ele, o dia a dia com os filhos é um lembrete constante do que está em jogo: a reconstrução da normalidade e a volta de Helga para o seio do lar. “Sabemos que este é um processo, mas a vitória já está desenhada”, compartilha Luis Henrique.

Olhar para o Futuro
O processo de cura de Helga Oliveira é, acima de tudo, uma lição de resiliência. Enquanto o tratamento segue os protocolos necessários, a corrente de orações permanece ativa.
“O meu clamor é esse, porque eu sei da força, do poder da oração, todos nós sabemos e ela, ela está firme. Eu estou lá duas vezes, três vezes por dia, eu vou lá no ouvidinho dela e converso, converso dizendo tudo que está acontecendo e essa é uma das coisas que eu mais tenho dito quando eu fico de joelho lá e faço as minhas orações: ‘olha tem muita gente aqui torcendo e rezando e orando por você, irmãos espíritas, irmãos evangélicos, irmãos católicos, geral mesmo, geral’. É um conforto saber que tem tanta gente que para um minutinho do seu dia para ler, orar… às vezes, para uma pessoa que nem conhece, mas que com certeza está emanando com a gente”, relata Luis.
A expectativa de amigos, familiares e colegas de profissão é uma só: ver Helga de volta à sua rotina, com a mesma energia e paixão que sempre dedicou a tudo que se propõe a fazer.
Até lá, a família segue unida, sob o comando de um Luis Henrique que hoje escreve — com a vida — uma das matérias mais importantes de sua carreira: a história de uma cura fundamentada no amor e na fé inabalável.
PIONEIRA
Helga Oliveira é uma das grandes pioneiras do jornalismo esportivo no Rio Grande do Norte. Sua importância para a crônica esportiva potiguar se deve principalmente ao fato de ter sido uma das primeiras mulheres a ocupar esse espaço, especialmente na televisão, em uma época em que o ambiente era quase exclusivamente masculino. Helga ajudou a abrir caminhos para as gerações de mulheres que hoje atuam na cobertura de clubes como ABC e América, e em grandes eventos esportivos no estado.
Além da trajetória marcante no esporte, Helga tem uma carreira consolidada e é muito respeitada pela sua atuação na comunicação potiguar. Atualmente, ela também é reconhecida por seu trabalho de conscientização sobre o autismo (com o projeto @papointerior) e por sua paixão por séries turcas (@turquiaemcena).

