O assessor de comunicação da Casa Branca, Jason Miller, confirmou que providenciou o jato utilizado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para deixar o Brasil e seguir para os Estados Unidos na quarta-feira (28). A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal The New York Times e confirmada por Miller ao portal Metrópoles.
Segundo a publicação, o presidente norte-americano Donald Trump autorizou a entrada temporária de Flávio e de seus familiares por meio do chamado parole, mecanismo que permite a permanência provisória de estrangeiros em território norte-americano por razões humanitárias urgentes ou por benefício público significativo.
De acordo com o The New York Times, a expectativa é de que o senador solicite posteriormente o green card, documento que concede residência permanente nos Estados Unidos.
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos confirmou ao jornal que Flávio e seus familiares passaram pela inspeção do Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras e foram autorizados a ingressar no país após os procedimentos de imigração.
Jato argentino
A aeronave utilizada na viagem é um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa argentina Baires Fly.
Segundo informações da companhia, o jato executivo possui capacidade para 13 passageiros, poltronas que podem ser convertidas em seis camas, cozinha traseira, sistema de entretenimento com iPads e velocidade de cruzeiro de até 935 km/h.
Uma autoridade norte-americana ouvida pelo The New York Times afirmou que Flávio deverá solicitar futuramente o green card. Segundo a fonte, o pedido poderá tramitar de forma acelerada, a exemplo do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão do senador, que obteve residência permanente nos Estados Unidos em julho deste ano.
Ainda de acordo com a reportagem, registros públicos analisados pelo jornal indicam que Flávio apresentou um passaporte diplomático brasileiro já cancelado ao ingressar nos Estados Unidos.
Investigação e entrega dos passaportes
Na segunda-feira (26), a Polícia Federal determinou que o senador entregasse seus passaportes no prazo de 24 horas, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A medida foi adotada no âmbito de investigações que apuram a relação de Flávio com o advogado Willer Tomaz, investigado por suposta lavagem de dinheiro ligada a um esquema de apostas on-line.
O senador também é investigado por suspeitas relacionadas à arrecadação de recursos para financiar o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com recursos que teriam sido atribuídos ao banqueiro Daniel Vorcaro, alvo de investigações por suposto esquema de corrupção.
Com informações do Metrópoles

