O caso da morte da garota Ana Clara Machado será avaliado pela ONU, no final deste ano. A revelação foi feita por Raphael Costa, que afirma ter levado a denúncia para os órgãos internacionais. O acusado, o policial Bruno Dias Delaroli, é réu pelo assassinato da criança. Mas foi a atuação de Flávio Bolsonaro que garantiu que ele pudesse permanecer fora da prisão até agora.
O caso veio à tona em março, em reportagem de Alice Maciel publicada pelo portal ICL Notícias. Em 2021, com apenas 5 anos de idade, ela foi morta por um tiro de fuzil disparado por um policial militar em Niterói.
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A família aguarda até hoje o julgamento do assassino de sua filha. Uma primeira data havia sido estabelecida para o último dia 14 de abril. Mas foi adiado para 21 de outubro. Em agosto, o julgamento foi reagendado para 5 de maio de 2027.
Enquanto isso, Costa fez a denúncia às Nações Unidas. Nesta quinta-feira, nas redes sociais, ele explicou que era o secretário de Direitos Humanos de Niterói, em 2021. “Na mesma hora, ouvimos testemunhas e conseguimos evitar que o criminoso fosse liberado”, disse. Ele foi preso em flagrante. Mas, no final de 2021, Costa recebeu a notícia que o policial havia sido solto.
“Fui informado em off que um senador da República estaria atuando nos bastidores para proteger o assassino. O nome do senador é Flávio Bolsonaro”, disse.
No mês seguinte, Costa levou o caso às autoridades federais e apontou para o avanço das milícias, protegidos pelos agentes do próprio estado. Em 2022, protocolou a denúncia no Alto Comissariado de Direitos Humanos.
Em 2024, ele enviou um relatório atualizado, apontando até mesmo para o envolvimento de Flávio Bolsonaro, que oficialmente havia também assumido o caso. “Isso indicava o envolvimento da alta cúpula da política nacional com milicianos”, denunciou.
O senador que está sendo apurado pela ONU é, agora, candidato à presidência.
Segundo Costa, a carta diz que reunião está marcada para ocorrer entre os dias 18 e 24 de dezembro, em Genebra. “Resta saber se o Brasil vai receber decisão como Flávio como investigado ou presidente”, completou.
O portal ICL Notícias apurou que, de fato, reuniões estão agendadas para ocorrer sobre as comunicações recebidas pela ONU, no final de dezembro, em Genebra.
As decisões da ONU não tem poder vinculante. Mas colocam pressão para que a Justiça nacional atue nos casos e são usados para criar um constrangimento internacional aos envolvidos.
Caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente, a ONU pode manter seu processo de avaliação da denúncia.
*Com informações de ICL Notícias

