A produção de produtos de origem animal movimentou R$ 2,18 bilhões no Rio Grande do Norte em 2025, segundo dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada nesta quarta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor representa crescimento nominal de 17,52% em relação aos R$ 1,85 bilhão registrados em 2024.
A produção de leite foi responsável pela maior parcela do valor, com 51,15% do total, seguida pelos ovos de galinha, com 47,79%. Juntos, os dois produtos responderam por quase 99% do valor gerado pela produção de origem animal no estado.
Também fazem parte do levantamento a produção de mel de abelha, que representou 0,82% do total, e de ovos de codorna, com 0,24%.
Produção de leite cresce 11,6%
O Rio Grande do Norte produziu mais de 440,2 milhões de litros de leite em 2025, alta de 11,6% em relação aos 394,5 milhões de litros registrados no ano anterior. O valor da produção ultrapassou R$ 1,11 bilhão.
A atividade foi registrada nos 167 municípios potiguares. Caicó apresentou o maior valor de produção, com R$ 94,51 milhões, seguido por Nova Cruz, com R$ 67,50 milhões, e Jardim de Piranhas, com R$ 50,92 milhões.
A produção de ovos de galinha também foi registrada em todos os municípios do estado. Em 2025, foram produzidas mais de 117,8 milhões de dúzias, crescimento de 26,34% em relação às 93,3 milhões de dúzias de 2024.
O valor da produção chegou a R$ 1,04 bilhão. Macaíba liderou entre os municípios, com R$ 186,81 milhões, seguida por Ceará-Mirim, com R$ 111,24 milhões, e Governador Dix-Sept Rosado, com R$ 110 milhões.
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Produção de mel recua
Na contramão dos resultados do leite e dos ovos, a produção de mel de abelha caiu em 2025. Foram produzidos 924.457 quilos, redução de 24,13% em relação aos 1,22 milhão de quilos registrados em 2024.
O valor gerado pela atividade também diminuiu, passando de R$ 21,81 milhões para R$ 17,78 milhões, uma queda de 18,46%.
Entre os municípios potiguares, Apodi teve o maior valor de produção, com R$ 2,92 milhões, seguido por Serra do Mel, com R$ 874 mil, e Governador Dix-Sept Rosado, com R$ 792 mil.
Dos municípios do estado, 78 registraram redução na produção de mel entre 2024 e 2025, enquanto 25 tiveram aumento.
Rebanho bovino aumenta
O rebanho bovino do Rio Grande do Norte cresceu 8,63% no período, passando de 1,38 milhão de cabeças em 2024 para 1,50 milhão em 2025.
Caicó tinha o maior rebanho bovino do estado, com 54.698 cabeças, seguido por Nova Cruz, com 45 mil, e Santo Antônio, com 32 mil.
Já o rebanho caprino caiu 10,17%, de 669 mil para 600.971 animais. Mesmo com a redução, o RN ficou na sexta posição entre os estados brasileiros com maior efetivo de caprinos.
Também houve queda nos rebanhos equino, ovino e bubalino. Em sentido contrário, cresceram os efetivos de suínos, galináceos e codornas.
Em 2025, o estado tinha 13,59 milhões de galináceos, 787.324 ovinos, 540.038 suínos e 95.327 equinos.

Aquicultura supera R$ 1 bilhão
A aquicultura também apresentou crescimento no RN. O setor movimentou mais de R$ 1 bilhão em 2025, alta de 13,31% em relação aos R$ 889,8 milhões registrados em 2024.
O camarão respondeu por R$ 782,87 milhões, equivalente a 77,65% do valor da produção aquícola. Larvas e pós-larvas de camarão representaram outros R$ 181,18 milhões, ou 17,97%.
A produção de camarão chegou a 37,98 milhões de quilos. Com esse resultado, o Rio Grande do Norte manteve a segunda maior produção do país, atrás do Ceará.
Pendências foi responsável por 5,15% da produção nacional e ficou em terceiro lugar entre os municípios brasileiros, atrás de Aracati e Jaguaruana, ambos no Ceará.
No estado, os maiores valores de produção de camarão foram registrados em Pendências, com R$ 177,62 milhões, Canguaretama, com R$ 126,72 milhões, Arez, com R$ 126 milhões, e Senador Georgino Avelino, com R$ 123,20 milhões.

A produção de tilápia gerou R$ 32,91 milhões em 2025. Outro destaque foi a criação de ostras, vieiras e mexilhões, que chegou a 310 toneladas, aumento de 77,14% em relação às 175 toneladas produzidas em 2024. O valor da produção passou de R$ 3,70 milhões para R$ 7,26 milhões no período.

