O Partido Verde (PV) divulgou uma nota pública na quinta-feira (18) em que manifesta indignação diante de episódios de ameaças, perseguição e violência contra mulheres candidatas pela legenda nas Eleições 2026.
A sigla citou os casos envolvendo a deputada estadual Lohanna, candidata a deputada federal pelo PV de Minas Gerais, e Thabatta Pimenta, candidata a deputada federal pelo PV do Rio Grande do Norte. Segundo o partido, os relatos evidenciam a insegurança enfrentada por mulheres durante o exercício de atividades públicas e políticas.
De acordo com a nota, Lohanna recebeu novas ameaças de morte e estupro por meio de e-mails enviados a endereços associados ao seu nome. O autor teria se identificado como a mesma pessoa que fez ameaças contra a parlamentar em 2023 e afirmou que, após deixar o regime fechado, colocaria em prática o que havia planejado.
O caso levou a uma operação da Polícia Federal no dia 11 de setembro, quando o celular do suspeito foi apreendido.
Thabatta relata perseguições durante campanha
O PV também mencionou episódios denunciados pela candidata potiguar Thabatta Pimenta. Segundo a legenda, a parlamentar relatou dois casos de perseguição durante atividades de campanha.
O primeiro ocorreu em Carnaúba dos Dantas, onde o carro da candidata teria sido seguido por outro veículo. Dias depois, durante o deslocamento entre Pau dos Ferros e Natal, no trecho entre Patu (RN) e Brejo do Cruz (PB), dois homens em uma motocicleta teriam se aproximado do veículo em que ela estava.
Segundo o relato apresentado pelo partido, um dos homens teria batido no carro e o outro feito sinais para que ela parasse. Os episódios foram registrados por meio de boletins de ocorrência.
Após os casos, Thabatta reforçou a segurança pessoal e passou a circular acompanhada de seguranças. A candidata também deixou de divulgar previamente sua agenda individual, com o objetivo de evitar a exposição antecipada de sua localização.
Na nota, o Partido Verde afirmou que ameaças e intimidações contra mulheres no ambiente político são inadmissíveis e defendeu a investigação dos casos.
“A violência contra as mulheres não pode ser naturalizada nem servir para afastá-las da vida pública”, declarou a legenda.
O PV também manifestou solidariedade às duas candidatas e cobrou uma atuação firme das forças de segurança para evitar que ameaças se transformem em novos crimes e vítimas.
