O ator, produtor cultural e agente artístico Marcílio Amorim morreu nesta sexta-feira (4), aos 48 anos, em Natal. A informação foi confirmada por amigos próximos ao artista. Conhecido pela alegria, irreverência e contribuição ao cenário cultural potiguar, Marcílio construiu uma carreira marcada pelo teatro, pela produção artística e pelo agenciamento de talentos.
Segundo informações do Novo Notícias, a suspeita inicial é de que ele tenha falecido enquanto dormia, na casa da mãe. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a causa da morte, nem detalhes sobre o velório e o sepultamento.
Marcílio integrou o elenco do espetáculo “Meu Seridó”, da Casa de Zoé, grupo teatral que também teve a participação da atriz Titina Medeiros, uma de suas grandes amigas. Titina morreu em janeiro deste ano, aos 49 anos, após enfrentar um câncer no pâncreas.
Poucos dias antes de sua morte, Marcílio publicou uma homenagem emocionante à atriz nas redes sociais. Na mensagem, ele relembrou como os dois se conheceram, declarou seu amor pela amiga e falou sobre a saudade deixada pela partida dela.
O produtor contou que a amizade começou em 1995, quando assistiu ao espetáculo “Três Mulheres Altas”, no Teatro Alberto Maranhão. Na ocasião, ainda sem conhecer Titina, disse ter sentido que precisava se aproximar dela. Após a apresentação, os dois conversaram, descobriram que moravam no mesmo bairro e ela ofereceu uma carona que, segundo ele, “mudou a sua vida”.
Na homenagem, Marcílio escreveu:
“A única certeza que tenho é que você está bem e que um dia vamos nos reencontrar. Me cuide e me guarde até a gente estar juntos de novo.”
Ele também afirmou que Titina havia se transformado em um símbolo para a cultura potiguar.
“Você não partiu, você se multiplicou, você se espalhou, você se expandiu. A nossa Titina agora é um sentimento!”, escreveu.
Marcílio destacou ainda a importância da amiga em sua trajetória pessoal e profissional, chamando Titina de “a irmã que eu escolhi”, “a minha melhor amiga” e “a estrela mais linda que eu já vi”.
Trajetória na cultura potiguar
Com atuação consolidada no Rio Grande do Norte e participação em projetos de alcance regional e nacional, Marcílio Amorim também se destacou nos bastidores da arte. Ele era diretor da empresa Elenco Mosh, agente artístico e produtor da Trama Agenciamento.
Ao longo da carreira, trabalhou no recrutamento de atores para produções audiovisuais e teatrais, além de contribuir para a formação e projeção de novos artistas.
A morte de Marcílio gerou manifestações de pesar entre amigos, colegas de profissão e integrantes do meio cultural potiguar, que destacaram sua generosidade, talento e presença marcante nos palcos e nos bastidores da produção artística.
Com informações do Novo Notícias

