A Polícia Civil de São Paulo investiga o ataque a facadas que deixou três funcionários terceirizados mortos dentro da fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo (SP), na manhã de sábado (1º). O autor do crime, também funcionário terceirizado, foi preso em flagrante, mas morreu horas depois na carceragem do 2º Distrito Policial. A principal linha de investigação apura a motivação do ataque, enquanto a Corregedoria da Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte do suspeito.
O que aconteceu?
Segundo a Polícia Militar, o ataque ocorreu por volta das 5h50 na unidade da Bombril localizada na Avenida Marginal Direita Anchieta, no bairro Rudge Ramos. Quando os policiais chegaram ao local, encontraram três trabalhadores mortos. O suspeito já havia sido contido por colegas de trabalho e foi preso em flagrante. O caso foi registrado inicialmente como triplo homicídio.
Quem eram as vítimas?
As vítimas foram identificadas como:
- José Guilherme Victoriano de Moura, de 54 anos, conferente;
- Edvaldo Santos da Silva, de 44 anos, supervisor;
- Douglas de Souza Vieira, de 39 anos, operador de empilhadeira.
Os três eram funcionários da empresa de logística TPC, prestadora de serviços da Bombril.
Quem era o suspeito?
O autor do ataque foi identificado como Claudio Henrique da Silva, de 33 anos, operador de empilhadeira e também funcionário terceirizado da TPC. De acordo com a investigação, ele estava de folga no dia do crime, mas foi até a fábrica antes do início do expediente e realizou o ataque.
Como ocorreu o ataque?
Depoimentos colhidos pela Polícia Civil indicam que o suspeito teria ido ao local com a intenção de atacar dois colegas. Durante a ação, Douglas de Souza Vieira tentou impedir as agressões e também foi esfaqueado. Testemunhas relataram ainda que outro funcionário conseguiu fugir e acionar a Polícia Militar.
A motivação já foi esclarecida?
Ainda não. Testemunhas disseram à polícia que Claudio Henrique seria alvo de bullying praticado por dois dos colegas mortos. Essa hipótese consta nos depoimentos reunidos no inquérito, mas não foi confirmada oficialmente e segue sob investigação da equipe de homicídios da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) de São Bernardo do Campo.
O que aconteceu com o suspeito?
Após ser preso, Claudio Henrique foi levado ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo. Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), ele atentou contra a própria vida na carceragem. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas confirmou a morte no local. A Corregedoria da Polícia Civil instaurou procedimento para apurar as circunstâncias do ocorrido.
O que disseram as empresas?
Em nota, a Bombril informou que o agressor e as vítimas eram funcionários terceirizados da TPC e afirmou que acompanha a assistência prestada às famílias. A empresa declarou ainda que acionou imediatamente os órgãos competentes, está colaborando com as investigações e informou que não havia registros anteriores de denúncias envolvendo os trabalhadores no canal interno de ética.
A TPC também manifestou pesar pelas mortes, informou que iniciou uma apuração interna e afirmou que está colaborando integralmente com as autoridades.
O que ainda falta esclarecer?
A investigação busca responder pontos que permanecem sem conclusão:
- qual foi a motivação exata do ataque;
- se o suspeito vinha sofrendo bullying ou outro tipo de conflito no ambiente de trabalho;
- se havia registros prévios de desentendimentos entre os envolvidos;
- como ocorreu toda a sequência das agressões;
- e as circunstâncias da morte do suspeito dentro da carceragem.
As investigações sobre os homicídios seguem sob responsabilidade da Deic de São Bernardo do Campo, enquanto a Corregedoria da Polícia Civil apura a morte do autor do ataque.

