O TERROR SEM IDEOLOGIA
No fascinante universo da semântica oficial, descobrimos recentemente uma lição reconfortante: o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) não podem ser chamados de “terroristas”. A justificativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seus ministros flerta com o sublime: falta-lhes ideologia. Para ser terrorista, aparentemente, o sujeito precisa carregar um manifesto político no bolso, citar filósofos ou sonhar com uma utopia. Balear policiais, decapitar rivais, queimar ônibus e impor toques de recolher? Mera atividade comercial sem fins intelectuais.
O argumento exala uma pureza quase angelical — ou um pragmatismo cirúrgico. Há quem jure que se trata de ingenuidade. Outros, mais realistas, enxergam o pavor geopolítico de abrir as portas para o poderio e as sanções dos Estados Unidos, que já carimbaram as facções como terroristas internacionais. Afinal, proteger a soberania nacional contra o “Tio Sam” parece mais urgente do que admitir o óbvio: o crime organizado brasileiro não quer debater teorias; ele quer o poder. E que poder.
Enquanto Brasília se apega aos dicionários, essas corporações do crime realizam uma das mais eficientes expansões territoriais da história. Começam no domínio das periferias, avançam para o controle do transporte alternativo, infiltram-se em licitações de prefeituras, financiam campanhas municipais e assumem portos e aeroportos. É a governança paralela na prática. O objetivo final nunca foi apenas vender entorpecentes; é minar a estrutura do Estado, comarca por comarca, estado por estado, até que o poder central seja apenas um carimbador de decisões tomadas nos presídios.
O relato das ações dessas organizações é um inventário de horror que assombra a população: tribunais do tribunal do crime que ditam quem vive ou morre, drones lançando explosivos, uso de armamento de guerra capaz de derrubar helicópteros e a lavagem de dinheiro bilionária que corrompe o tecido econômico legal.
Se isso não é aterrorizar e disputar a soberania do país, é preciso atualizar os conceitos. Mas fiquemos tranquilos. Enquanto não houver um “Partido dos Traficantes” registrado no TSE com estatuto social bem redigido, o cidadão trancado em casa pode dormir em paz, sabendo que o fuzil na sua janela é apenas capitalismo selvagem, desprovido de qualquer viés ideológico.
ÁLVARO
O pré-candidato ao governo Álvaro Dias (PL), ao que parece, não confia muito nos resultados das pesquisas realizadas no estado em relação a preferência do eleitorado aos candidatos para a presidência da República.
PESQUISAS
Em quase todas as pesquisas eleitorais em que os entrevistados respondem sobre sua preferência para a presidência da República, o petista Lula leva vantagem substancial sobre seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL).
VINCULAÇÃO
Mesmo assim, o governadorável Álvaro Dias parece seguir rigidamente a orientação de seu mentor, o senador Rogério Marinho, e continua vinculando sua imagem à de Flávio Bolsonaro como se isso influencie sua candidatura ao governo estadual.
MARKETING
Nesse sentido, tem que gente que nem acredita que o “bam-bam-bam” do marketing eleitoral potiguar, Alexandre Macedo, esteja à frente da campanha e não visualize esse deslize que Álvaro vem insistindo.
MARKETING 2
Fazer o que Cadu Xavier (PT) está fazendo com sua vinculação ao presidente Lula é correto, pois deverá alcançar êxito na alavancagem de sua candidatura. Ao contrário do que Álvaro poderá alcançar vinculando seu nome ao de Flávio Bolsonaro.
FUGINDO
O conselho que se dá ao ex-prefeito Álvaro Dias, em relação a sua vinculação com o pré-candidato a presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) é que fuja o quanto antes. “É fugir de Flávio Bolsonaro como o diabo foge da cruz”, diz um aliado.
CONVENÇÃO
O presidente estadual do Partido Verde, professor Rivaldo Fernandes está anunciando a Convenção Partidária para o próximo dia 24, no Salão Bossa Nova, na Arena das Dunas. A pretensão do PV é de eleger 2 deputados federais e 3 deputados estaduais nas próximas eleições.
CONVENÇÃO 2
Na Convenção do Partido Verde haverá deliberação sobre a participação do PV nas eleições, definição dos nomes de candidatos aos cargos eletivos e sorteio dos números dos candidatos. A convenção inicia às 17h30 com previsão de término às 21 horas.
ASSEMBLEIA
A direção da Assembleia Legislativa do Rio grande do Norte (ALRN) reuniu assessores de deputados para orientar sobre as vedações no período eleitoral. O encontro foi conduz\ido pelo diretor-geral da Casa, Júlio César Queiroz.
ORIENTAÇÃO
Durante o encontro, foram abordados pontos relacionados às restrições legais em vigor e às necessidades de observância das normas aplicáveis às atividades institucionais e parlamentares durante o calendário eleitoral de 2026.
DOCUMENTO
Anteriormente, foi elaborado documento com as diretrizes e entregues aos gabinetes dos 24 deputados. O documento reúne recomendações sobre procedimentos e cuidados a serem observados por parlamentares, servidores e equipes durante o período eleitoral.

