Moradores de Guam e das Ilhas Marianas do Norte se preparavam neste domingo (5) para a chegada do supertufão Bavi, que pode provocar danos considerados “catastróficos” pelas autoridades meteorológicas dos Estados Unidos.
De acordo com o National Weather Service> (NWS), o fenômeno apresenta ventos sustentados de cerca de 260 km/h, com rajadas que podem atingir 315 km/h, intensidade equivalente à de um furacão de categoria 5 na escala Saffir-Simpson. O órgão alertou para chuvas torrenciais, inundações costeiras e ventos destrutivos capazes de causar danos generalizados.
Segundo o NWS, as ondas provocadas pelo ciclone podem alcançar 10,7 metros, tornando o mar extremamente perigoso. As autoridades orientaram a população a permanecer em locais seguros e concluir imediatamente os preparativos para a passagem da tempestade.
Os dois territórios americanos no Pacífico abrigam aproximadamente 210 mil habitantes — cerca de 170 mil em Guam e 40 mil nas Ilhas Marianas do Norte. A região ainda se recupera dos impactos do supertufão Sinlaku, que atingiu o arquipélago em abril e deixou milhares de pessoas sem energia elétrica, além de provocar destruição em residências e na infraestrutura local.
A Federal Emergency Management Agency> (FEMA) mobilizou equipes e enviou suprimentos para Guam antes da chegada da tempestade. Entre os recursos posicionados estão mais de 1 milhão de litros de água, 1,2 milhão de refeições, milhares de camas e dezenas de geradores. Abrigos temporários também foram abertos para receber moradores de áreas mais vulneráveis.
Horas depois dos primeiros alertas, o NWS informou que o olho do supertufão começou a atingir a ilha de Rota, reforçando o risco de ventos devastadores e danos severos à infraestrutura local.

