ATENTADO
Grave o atentado sofrido pelo vereador Cabo Deyvison. A investigação dirá a real motivação do crime, mas ocorre num período de pré-campanha para governador, o que excita a classe política a se manifestar. O perigo está aí. Na precipitação.
AÇÃO
Governadora Fátima Bezerra foi ágil e partiu para a linha de frente, determinando reação das forças de segurança. Sua posição foi fundamental para estabelecer ação do governo diante do problema. Em outras situações, Fátima se omitia, recuava e permitia criação de narrativas depreciativas. Dessa vez, ela assumiu o comando e fez a diferença.
ATUAÇÃO
A ação oficial tem que partir realmente do governo. Porém, a classe política pode e deve se manifestar a respeito de um caso tão grave como esse, que envolve um agente público e precisa ser esclarecido. A questão é o que dizer no primeiro momento.
OPORTUNISMO
Ex-prefeito Álvaro Dias fez o que nenhum outro pré-candidato ao governo fez: visitou a vítima ainda no hospital. Caso não tivesse dito uma única palavra, sua atitude falaria muito mais do que suas palavras vazias e oportunistas.
OPORTUNISMO II
Ao invés de se limitar a lamentar o ocorrido, prestar solidariedade às vítimas e cobra rigor e celeridade nas investigações, Álvaro fez um discurso recheado de politicagem só para criticar o governo, sem apresentar dados ou apontar falhas específicas.
ERRO
Em eleição majoritária, ganha quem erra menos. Álvaro já gastou sua cota de erros primários sem nem começar o período de campanha. Sua língua solta sem consistência factual, pode até agradar a bolha dos fanáticos, mas não conquista credibilidade fora dos extremos.
TERRORISMO
O candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro, aproveitou o atentado ao Cabo Deyvison para disseminar fake News: “Isso não é criminalidade comum. Isso é terrorismo”. Para a bolha fanática, essa frase soa como um bálsamo. Discurso vazio e oportunista.
SOBRIEDADE
Já o senador Rogério Marinho, coordenador da campanha do filho de Bolsonaro, não citou o caso como terrorismo. Lamentou o ocorrido, disse a verdade sobre o fato, que se trata da ação de facções criminosas, e cobrou providências das autoridades.
ARTICULAÇÃO
Deputado Kléber Rodrigues foi o articulador para tirar o ex-prefeito Carlos Eduardo do ‘banzo’, após ser rifado pelo União Brasil. O filho de Severino conseguiu convencer o filho de Agnelo a apagar a mágoa com Allyson e Agripino e participar da campanha do mossoroese.
MÁGOA
Carlos Eduardo foi literalmente rifado por José Agripino e Allyson Bezerra, que disseram não ter nenhum centavo para bancar sua candidatura ao Senado. Ele estava triste, magoado e desmotivado para participar da campanha. Engoliu a mágoa e arranjou motivação até para ser candidato a deputado estadual.
REVIRAVOLTA
O mesmo partido que negou legenda sob pretexto de recursos para Carlos Eduardo ser candidato ao Senado, o convenceu a ser candidato a estadual. E o convencimento foi tanto que até candidatura presidencial ele segue Allyson em cima do muro. Foi pior que a negativa de dinheiro para a campanha de senador.
RIQUEZA
Do presidente Lula, diante dos presidentes das maiores economias do mundo, incluído Trump: “Nos últimos anos, a desigualdade entre países ricos e pobres tem aumentado. O primeiro trilionário do mundo é mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial. A extrema concentração de riqueza decorre de décadas de políticas pró-bilionários”

