Com 60,34% de sua área territorial coberta por feições urbanizadas, Natal ficou em 20º lugar no ranking nacional de municípios com maiores proporções de urbanização. Colado com a capital potiguar na lista, o município de São Paulo ficou em 19º lugar, com 60,64%. Na primeira posição aparece São Caetano do Sul (SP), com feições urbanizadas em 100% de seu território.
As informações são da pesquisa Áreas Urbanizadas do Brasil 2022, divulgada nesta terça-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
As feições urbanizadas incluem as “áreas urbanizadas”, como construções residenciais, comerciais ou industriais, os “vazios intraurbanos”, como parques, remanescentes vegetacionais e lagoas, e “outros equipamentos urbanos”, como aeroportos, pistas de pouso, portos, shopping centers e universidades.
A capital potiguar tem 167,40 quilômetros quadrados (km²) de área territorial, sendo que 101,0 km² tinham feições urbanizadas em 2022. Os outros 66,4 km² da cidade são consideradas áreas sem influência urbana.
Feições urbanizadas em Natal por tipo – 2022
- Área Urbanizada – 99,76 km²
- Vazio Intraurbano – 0,53 km²
- Outros Equipamentos Urbanos – 0,71 km²
O levantamento também classifica as feições urbanizadas pela densidade. Em Natal, 99,35 km² da área territorial tinham feições “densas” e 1,65 km² tinham feições “pouco densas”. A pesquisa não identificou loteamentos vazios em quantidade mapeável na capital do RN.
Além de Natal, outras três cidades nordestinas aparecem no ranking dos municípios mais urbanizados do País: Olinda (PE) em terceiro lugar, Fortaleza (CE) em 11º e Recife (PE) na 16ª posição. Os demais municípios são das regiões Sul e Sudeste, localizados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. Todos os municípios na lista pertencem a Grandes Concentrações Urbanas.

O monitoramento de Áreas Urbanizadas do Brasil revela o ritmo e a intensidade com que áreas naturais ou rurais são convertidas em padrões urbanos. A pesquisa também é um instrumento estratégico para o acompanhamento e a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis).
Urbanização aumenta 8,0% no Rio Grande do Norte, segunda menor taxa do Nordeste
Em 2022, 877,01 km² do território do Rio Grande do Norte eram cobertos por feições urbanizadas, um aumento de 8,0% em relação ao mapeado em 2019 (812,33 km²). Essa foi a segunda menor taxa de expansão registrada no Nordeste, a frente apenas de Alagoas (5,5%).
Apesar disso, o RN foi o terceiro estado do Nordeste com a maior proporção de urbanização. Ao todo, 1,66% da área territorial do estado tinha elementos urbanos. Sergipe (2,40%) e Alagoas (2,24%) completam o pódio.
Entre os municípios potiguares com as maiores expansões, Januário Cicco, em primeiro lugar, saiu de 1,67 km² com feições urbanizadas em 2019 para 4,47 km² em 2022 (aumento de 168%). Em segundo lugar, o município de Várzea saiu de 0,45 km² para 0,79 km² (aumento de 76%), e Monte das Gameleiras, em terceiro, saiu de 0,48 km² para 0,83 km² (aumento de 73%) no mesmo período.
Quando se consideram os números absolutos, Natal (101 km²), Mossoró (73,32 km²) e Parnamirim (51,42 km²) tinham as maiores áreas territoriais cobertas por feições urbanizadas.
Já quando se considera a relação proporcional entre a área territorial e a área coberta por feições urbanizadas, além de Natal, com 60,34% do seu território urbanizado, Parnamirim (41,47%), Extremoz (17,59%) e São Gonçalo do Amarante (12,99%) estavam entre os municípios potiguares proporcionalmente mais urbanizados.
Mapeamento é feito por análise de imagens de satélites
A identificação, delimitação e classificação das Áreas Urbanizadas foi realizada por inspeção visual, feita por intérpretes humanos do IBGE, que realizaram a varredura de todo território brasileiro, inclusive nas áreas mais remotas do País.
A inspeção foi realizada a partir de mosaicos mensais de imagens da constelação de Satélites Planet fornecidas por meio do programa Brasil Mais – Meio Ambiente Integrado e Seguro.
Foram priorizadas as imagens de setembro de 2022. No caso de presença de nuvens no período, foram consultadas imagens do mês de julho de 2022 e, persistindo essa condição, imagens de maio de 2022. Em casos específicos e de baixa ocorrência, quando a área em questão esteve encoberta por nuvens nesses três meses de referência, foram consultados outros meses de 2022 cujas imagens tinham visibilidade do terreno.

