PRESIDENTE LULA INOVA AO LANÇAR O “BOLSA-MUAMBA”
Em mais um lance de pura genialidade macroeconômica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu atualizar os conceitos de distribuição de renda no país. Durante um de seus habituais improvisos — momentos em que a liturgia do cargo tira férias e a oratória flerta com o absurdo —, o mandatário disparou a seguinte pérola sociológica: “Rico não compra telefone roubado, mas eu sei que os pobres compram. Quem é que não gosta de comprar uma coisinha barata?”.A declaração, que mais parece um jargão de feira do rolo ou um comercial do submundo da receptação, elevou o “celular surrupiado” ao status de item de primeira necessidade da cesta básica do proletariado. Trata-se da consolidação de uma tese antiga: afinal, o próprio presidente já havia filosofado, em tempos idos, que o furto de um aparelho por um “jovem que quer tomar uma cervejinha” não deveria ser tratado como um crime abominável.
Analisando o fato com o devido rigor que a piada institucional exige, o governo parece ter descoberto a fórmula mágica do poder aquisitivo: se o orçamento aperta, a culpa é da tabela de preços, não da falta de pudor ético. Ao normalizar o consumo de mercadoria de origem ilícita sob o manto da “vulnerabilidade social”, o discurso presidencial opera um milagre invertido. Transforma o crime de receptação em mera “pesquisa de mercado” e o meliante em um agente de logística reversa forçada.
O problema da “coisinha barata” celebrada pelo Planalto é que ela costuma custar uma coronhada na cabeça do trabalhador que pagou o carnê em 24 vezes.
Ao carimbar a população de baixa renda como consumidora oficial do mercado do crime, a fala não apenas flerta com o preconceito, mas assina um termo de leniência estatal. O incentivo ao roubo deixa de ser uma ilação da oposição e passa a ser uma consequência lógica: se há demanda oficializada e chancelada pelo topo da República, o mercado paralelo agradece. Quem precisa de reforma tributária quando se tem a desoneração total via pivetes do asfalto? Viva a economia criativa!
MAIORIDADE
Está tramitando na Câmara dos Deputados o projeto que prevê a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos de idade, sem que haja uma profundidade na sua avaliação.
ESCALA
Da mesma forma que a PEC da redução da escala de trabalho passando de 6 x 1 para 5 x 2, que não teve estudo aprofundado da parte do governo para sua aplicabilidade simplesmente para beneficiar eleitoralmente a candidatura do presidente Lula, a redução da maioridade se torna uma bandeira da oposição ao atual governo.
CONSEQUÊNCIAS
Em cada uma dessas matérias que tramitam pela Congresso Nacional, as consequências podem se tornar irreparáveis, sendo uma delas de resultado negativo para a economia e a outra de consequência social. Ambas comprometedoras no futuro.
WILMA
Ontem, familiares e amigos se irmanaram em sentimentos pelos 9 anos de falecimento de Wilma de Faria, a “Guerreira”. Celebração religiosa aconteceu no final da tarde dessa segunda-feira, 15, na Igreja de Santa Terezinha, no bairro do Tirol.
EXEMPLO
Wilma de Faria foi um exemplo de determinação política. O fato de ser casada com o ex-governador Lavoisier Maia apenas a colocou na política, mas desde a sua separação conjugal ela assumiu sua própria identidade política, venceu todos os preconceitos, criou a sua marca e venceu eleições consideradas perdidas graças ao seu histórico administrativo e despreendimento. Deixou um vácuo na política do Rio Grande do Norte.
DESAGREGADOR
Ao que parece, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro tem servido como um grande desagregador da campanha de seu irmão Flávio Bolsonaro a presidência da República. Bastou o pré-candidato Zema (Novo) fazer críticas a Flávio que o Eduardo recomendou rompimento imediato.
DESAGREGADOR 2
Bem que, em um possível segundo turno da campanha eleitoral para a presidência da República, Zema se tornar um aliado de Flávio Bolsonaro, caso este consiga manter sua candidatura a presidência da República.
EZEQUIEL
Na política local, o atual presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira de Souza não dá qualquer indicativo de sua definição em apoiar uma das três principais candidaturas ao governo do estado.
SILENCIOSO
Como é de seu estilo, o deputado Ezequiel Ferreira segue silencioso quanto a sua preferência governamental nas próximas eleições. É o seu estilo. Usa o silêncio como sua principal arma e muitas vezes nem mesmo que está por perto consegue identificar sua preferência.
PREFERÊNCIA
No momento, a preferência do deputado Ezequiel é apenas a de fortalecer o seu grupo político, mantendo ainda a expectativa de continuar com o controle da Assembleia Legislativa. É a sua estratégia.

