A produtora Go Up Entertainment informou que a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), intitulada Dark Horse, teve custo total de US$ 13,3 milhões, o equivalente a cerca de R$ 75 milhões na cotação atual. A informação foi divulgada pela própria empresa em meio às discussões sobre o financiamento do longa e os recursos destinados à produção.
Segundo a produtora, o valor corresponde ao orçamento efetivamente gasto na realização do filme, que tem direção do cineasta americano Cyrus Nowrasteh e é estrelado por Jim Caviezel, conhecido por interpretar Jesus Cristo em A Paixão de Cristo. O longa retrata a trajetória política de Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018 e o atentado a faca sofrido em Juiz de Fora (MG).
Debate sobre financiamento
O orçamento de Dark Horse ganhou repercussão nacional após reportagens apontarem repasses milionários ligados ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Investigações jornalísticas indicaram que recursos destinados à produção poderiam chegar a dezenas de milhões de reais, enquanto mensagens atribuídas a envolvidos no projeto mencionavam valores ainda mais elevados para viabilizar o filme.
A Go Up Entertainment sustenta que o filme contou com diversos investidores e afirma que o custo total da produção foi de R$ 75 milhões. A empresa também já declarou que não recebeu diretamente recursos de Vorcaro, embora integrantes do entorno político de Bolsonaro tenham admitido a busca por patrocinadores privados para o projeto.
Entre os maiores orçamentos do cinema nacional
Com o valor informado pela produtora, Dark Horse passa a figurar entre as produções mais caras já realizadas com participação brasileira. O orçamento supera o de filmes nacionais recentes de grande repercussão e se aproxima de padrões adotados em produções internacionais de médio porte.
O longa foi filmado em inglês e teve gravações realizadas no Brasil, México e Estados Unidos. A estreia está prevista para setembro de 2026, às vésperas da eleição presidencial brasileira.
Produção cercada por controvérsias
Além das discussões sobre o financiamento, o filme também foi alvo de questionamentos envolvendo as condições de gravação e o cumprimento de exigências regulatórias durante parte das filmagens realizadas no Brasil. Reportagens publicadas neste ano relataram denúncias trabalhistas e questionamentos sobre procedimentos adotados pela produção.
Apesar das controvérsias, os produtores mantêm o cronograma de lançamento e apostam no alcance internacional do projeto, que tem como público-alvo não apenas espectadores brasileiros, mas também o mercado estrangeiro.

