O CALENDÁRIO DAS URNAS
Como abordamos recentemente na abertura desta coluna, o debate sobre a escala de trabalho 6×1 deixou as redes sociais para se tornar o tema central da agenda política nacional. A proposta, que visa extinguir o modelo de seis dias de trabalho para um de descanso, é apresentada sob o manto da humanização. De fato, é difícil ignorar o apelo de uma medida que promete devolver tempo e saúde ao trabalhador. Contudo, ao despirmos o projeto de sua roupagem idealista, encontramos riscos severos que podem transformar o sonho do descanso em um pesadelo de desemprego e inflação.
Um ponto fundamental que costuma ser omitido no calor dos palanques é que a grande maioria dos trabalhadores brasileiros já pratica o regime de duas folgas semanais. Seja por acordos de categorias, convenções coletivas ou pela natureza de setores administrativos e industriais de ponta, a jornada de 40 ou 44 horas semanais distribuída em cinco dias já é uma realidade consolidada em boa parte do mercado formal. No entanto, o “X” da questão reside justamente naqueles que ainda estão sob o regime 6×1: setores de serviços essenciais, comércio varejista e hospitalidade.
Para que esses trabalhadores alcancem a mesma marca de descanso de seus pares, não basta uma canetada; faz-se necessário um estudo técnico e profundo que ampare, sobretudo, o pequeno e médio empresário. Diferente das grandes corporações, o dono de uma padaria, o lojista de bairro ou o microindustrial opera com escalas rígidas e margens de lucro ínfimas. Sem mecanismos de compensação, como a desoneração da folha ou subsídios para novas contratações, a conta simplesmente não fecha.
O que causa maior estranheza, porém, é o timing. É sintomático que tal bandeira ganhe força avassaladora justamente em pleno ano eleitoral. A pressa em aprovar uma mudança dessa magnitude no Congresso Nacional, sem o devido aprofundamento sobre os impactos no PIB, exala um forte odor de manobra eleitoreira. Parece haver um esforço coordenado para usar a legítima aspiração da classe trabalhadora como moeda de troca por votos, ignorando que uma proposta “humanitária” sem base econômica pode levar ao fechamento de portas e à informalidade.
A humanização do trabalho é um passo civilizatório desejável, mas não pode ser feita no vácuo da realidade fiscal. Implementar uma reforma desse porte sem ouvir quem gera empregos na ponta é um erro estratégico gravíssimo. Antes de universalizar o que já é prática em setores privilegiados, o Estado precisa garantir que o pequeno motor da economia não funda no processo.
Em suma, se a mudança no sistema 6×1 for conduzida apenas pelo viés ideológico e pelo calendário das urnas, o maior prejudicado será o próprio trabalhador, que poderá trocar sua folga extra por uma demissão compulsória. O equilíbrio nos obriga a dizer: antes de mudar o relógio do país, é preciso garantir que as engrenagens da economia continuem girando de forma sustentável para todos.
VORCARO
O Brasil inteiro está se perguntando: “com tanta influência nos três Poderes da República, inclusive com comprometimento de Ministros do STF, será que o banqueiro Daniel Vorcaro será mesmo punido?
ELEIÇÃO
É verdade que o Senador Styvenson Valentim (PSDB) vem se mantendo líder, como candidato para renovar o seu mandato para o Senado Federal, em todas as pesquisas até hoje de conhecimento público, mas é bom lembrar que ninguém ganha eleição com antecipação..
ELEIÇÃO 2
Em relação às duas vagas do Senado Federal, tem gente que já faz as contas dando como certa a eleição de Styvenson e dizendo que só tem uma vaga a ser disputada. No caso, essa segunda vaga seria disputada, voto a voto, pela senadora Zenaide Maia (PSD) e pela ex-senadora Fátima Bezerra (PT). Lembrete: não se ganha eleição de véspera.
SURPRESA
Um dos blocos da direita poderá, a qualquer momento, lançar um nome forte para preencher uma das vagas para disputar o Senado Federal. Por enquanto, as confabulações estão dentro dos gabinetes.
AUMENTO
O consumidor sentiu o efeito imediatamente ao abastecer o seu veículo com gasolina ou óleo diesel. É que a Refinaria Clara Camarão decidiu aumentar os preços em seus combustíveis, sem que houvesse qualquer justificativa, a não ser o aumente do preço do barril do petróleo em nível internacional.
BRAVA
Acontece que a Refinaria Clara Camarão, mantida pela Brava Energia, não importa petróleo para transformar em gasolina, logo aqui em Guamaré. Logo, o aumento de preços em seus combustíveis é um absurdo que precisa ser fiscalizado.
FISCALIZAÇÃO
Enquanto a Petrobras, em outros momentos, anunciava redução no preço da gasolina, a Refinaria Clara Camarão, da Brava Energia (resultado da fusão entre a 3R Petroleum e a Enauta) mantinha seus preços irredutíveis. Tem que haver uma fiscalização para que esses abusos sejam explicados.

