O novo programa de renegociação de dívidas, o Desenrola 2.0, e o fim da escala 6×1 devem ser o foco principal do pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está sendo preparado pelo Palácio do Planalto para esta sexta-feira, 1º de Maio, Dia do Trabalhador.
As duas pautas são apostas do governo como bandeiras da campanha de reeleição de Lula. A cadeia de rádio e TV ainda não foi convocada para o tradicional discurso presidencial na data.
O Planalto tem pressa em anunciar o programa de renegociação de dívidas. O anúncio oficial deve ocorrer apenas na próxima semana, segundo apurou a CNN, mas Lula deve antecipar o Desenrola 2.0 no pronunciamento.
Nesta terça-feira (28), Lula se reuniu com o vice-presidente Geraldo Alckmin, ministros e bancos públicos para discutir a proposta.
Há uma percepção no entorno presidencial de que o endividamento da população tem pressionado a avaliação de Lula. As últimas pesquisas de intenção de voto apontam empate técnico entre o petista e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O presidente também deve defender o fim da escala 6×1, reforçando o discurso de que o trabalhador precisa de mais tempo com a família.
O governo Lula enviou um projeto de lei com pedido de urgência para a redução de jornada, mas o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deu andamento à tramitação de duas PECs (Propostas de Emenda à Constituição), uma apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e outra pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP).
Nesta terça-feira (28), Motta anunciou o deputado Alencar Santana (PT-SP) como presidente da comissão especial para discutir o tema e o deputado Léo Prates (Republicanos-BA) como relator.
Motta afirmou que a comissão será instalada nesta quarta (29) e pretende aprovar o texto até o fim de maio no colegiado.
O PL, partido de Flávio Bolsonaro, por sua vez, acionou na segunda-feira (27) o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para limitar eventual uso da cadeia nacional no pronunciamento de Lula no 1º de Maio.
Os advogados alegam que as falas do presidente à nação em cadeia de rádio e TV podem configurar desvio de finalidade, servindo como instrumento de promoção política e podendo causar desequilíbrio na disputa eleitoral. Com informações da CNN.

