O ENVOLVIMENTO DE GOVERNOS NO ESCÂNDALO DO INSS
A escalada do escândalo de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atingiu um novo patamar com a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). O colegiado de deputados e senadores busca desvendar a “farra dos descontos” que, segundo estimativas da Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU), lesou milhões de segurados e desviou entre R$ 6,3 bilhões a R$ 8 bilhões no período de 2019 a 2024.
Os trabalhos da CPMI já trouxeram à tona depoimentos que detalham o esquema: associações e sindicatos, muitas vezes de fachada, realizavam descontos de mensalidades não autorizadas, falsificando assinaturas ou usando gravações telefônicas, inclusive com Inteligência Artificial, para fraudar a adesão de aposentados e pensionistas, especialmente os mais vulneráveis. A apuração tem se deparado com mistérios, como a soltura prematura de envolvidos no esquema, o que gera questionamentos sobre a profundidade e o alcance da investigação e a blindagem de possíveis “padrinhos” políticos.
Neste intrincado cenário de corrupção, a imprensa desempenhou um papel crucial. As denúncias formuladas pelo METRÓPOLES, iniciadas em 2023, foram essenciais para expor o esquema. As reportagens do veículo, que detalharam a prática da Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec) e de outras entidades, trouxeram à luz um crime que, embora fosse alvo de reclamações internas e da Defensoria Pública da União, parecia ignorado ou subnotificado no âmbito federal.
Um dos pontos mais importantes trazidos pela investigação é a cronologia e a aceleração da roubalheira. As fraudes não são exclusivas de uma única gestão. O esquema tem raízes que remontam ao governo de Michel Temer, mas se consolidaram e ganharam volume exponencial com o afrouxamento de controles no governo de Jair Bolsonaro, especialmente com o fim da revalidação anual dos descontos.
Contudo, a auditoria da CGU revelou que o problema atingiu seu pico de forma assustadora no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A investigação demonstrou que 64% dos 6,3% bilhões desviados ocorreram nos dois primeiros anos da gestão, de 2023 até o início de 2025. Isso significa que, neste período mais recente, o volume financeiro da fraude se concentrou de forma inédita. Em termos de volume de inclusões, um relatório da CGU identificou 39 situações de inclusões expressivas (acima de 50 mil descontos por entidade em uma única competência) realizadas entre abril de 2023 e agosto de 2024, um número muito superior às quatro situações registradas no período anterior (dezembro de 2019 a novembro de 2022).
A estranheza é a rede de influência que vem atuando em Brasília para liberar aqueles que receberam voz de prisão, plenamente justificável, pela cúpula da Comissão Mista que atenta atuar com rigidez na apuração dos fatos. Mas ao que parece tudo terminará “em pizza”, como foi a apuração e penalidades aplicadas nos envolvidos do escândalo da “Lava-Jato”, como preconizou um dos envolvidos nesse escândalo.
PSOL
A vereadora Thábata Pimenta enxerga a possibilidade de se eleger deputada federal nas próximas eleições, mas para isso terá que competir dentro de uma nominata com reais possibilidades eleitorais. Para isso, a vereadora natalense está querendo deixar o PSOL para entrar no Partido Verde (PV).
TRANSFERÊNCIA
Essa transferência é que está se tornando difícil. A direção estadual do PSOL não quer liberar Thábata para que ela ingresse em outra sigla e por isso a vereadora está tentando sensibilizar a direção nacional do partido. As conversações continuam, mas ainda sem definições.
PROJEÇÃO
Nas últimas pesquisas eleitorais, o nome de Thábata tem aparecido para o Governo do Estado em melhor colocação que o candidato do PT, Cadu Xavier.
DEPUTAÇÃO
Os prováveis candidatos a deputado federal que ainda não definiram por qual nominata irão disputar, no caso Carlos Eduardo Alves, Kelps Lima, Abraão Lincoln e Doutor Bernardo, estão conscientes que entre os atuais ocupantes de cadeira na Câmara dos Deputados, dois nomes terão dificuldade em se eleger: Sargento Gonçalves (PL) e Carla Dickson (União Brasil).
INVESTIMENTOS
A deputada Carla Dickson obteve 43.191 votos (2,31% da votação total) e Sargento Gonçalves alcançou 56.315 votos (3,01%). Daí o esforço para criar uma nominata forte e disputar esses espaços, acreditando na conquista das cadeiras.
SENADO
Enquanto a senadora Zenaide Maia (PSD) já se definiu de que não comporá chapa com Fátima Bezerra para disputar as duas vagas do Senado Federal, o presidente estadual do PV, Rivaldo Fernandes, tem atendido apelo de segmentos políticos para se tornar a segunda alternativa ao Senado na Federação PT/PV/PC do B.

