E SE…
O Brasil, após as eleições de 2022, viveu um período de intensa polarização e turbulência política.
A derrota de Jair Bolsonaro para Luiz Inácio Lula da Silva desencadeou uma série de eventos que culminaram nos atos de 8 de janeiro de 2023, um dos momentos mais críticos da história democrática recente do país. A recusa de Bolsonaro em reconhecer o resultado das urnas e a mobilização de seus apoiadores em frente a quartéis por todo o país foram o estopim para a escalada da tensão.
A não-aceitação do resultado eleitoral por parte do então presidente Bolsonaro gerou um vácuo de liderança e uma instabilidade sem precedentes. Diferente de transições de poder anteriores, a passagem de bastão em 2022 foi marcada pela ausência de ritos tradicionais, como o encontro entre o presidente eleito e o presidente cessante e a cerimônia de passagem da faixa presidencial.
Essa atitude de Bolsonaro não apenas feriu a liturgia do cargo, mas também serviu de combustível para que seus apoiadores se mantivessem em estado de alerta e desconfiança em relação ao sistema eleitoral.
Os protestos, inicialmente pacíficos, em frente aos quartéis, ganharam contornos de uma manifestação de negação da realidade, com pedidos de intervenção militar e anulação das eleições. A persistência desses movimentos, sem uma desmobilização clara por parte do líder, criou um ambiente propício para a radicalização.
Com ou sem cartas marcadas no julgamento, agora, Bolsonaro está condenado a ficar na prisão por mais de 27 anos. A pergunta que ecoa é: o que teria acontecido se Jair Bolsonaro tivesse reconhecido a derrota e agido para desmobilizar seus apoiadores?
Se Bolsonaro tivesse seguido o rito democrático, ele teria fortalecido a confiança nas instituições, mostrando que, apesar das divergências ideológicas, o respeito às regras do jogo democrático é inegociável. A passagem de faixa para Lula, um ato simbólico de grande importância, teria sinalizado ao mundo a solidez da democracia brasileira.
Ao desativar os movimentos em frente aos quartéis, o então presidente teria evitado a escalada que levou aos atos de 8 de janeiro. A violência e a depredação das sedes dos Três Poderes teriam sido, muito provavelmente, impedidas. O custo financeiro e, principalmente, o dano à imagem do país, teriam sido poupados.
Em vez da crise, o país teria tido uma transição mais tranquila, com o debate político se concentrando nas propostas e desafios do novo governo, e não na negação do resultado eleitoral.
O Brasil teria demonstrado sua maturidade democrática, preservando o respeito entre os poderes e a estabilidade. A história recente, no entanto, seguiu outro rumo, deixando a lição de que a negação da democracia sempre traz um custo alto para a sociedade.
ANIMAÇÃO
Animado com os resultados de duas pesquisas realizadas em Natal e na Região Metropolitana de Natal, nos primeiros dias de setembro, o ex-prefeito Carlos Eduardo Nunes Alves tem agenda de contatos com políticos de mandatos. Entre esses políticos, estão prefeitos e deputados estaduais.
CADU
O pré-candidato ao Governo do Estado pelo PT, Cadu Xavier, tem falado sobre a iniciação da transição da gestão de Fátima Bezerra para o vice-governador Walter Alves. Só que o PT e nem Fátima querem ouvir falar em transmissão do cargo antes do mês de abril.
TRANSIÇÃO
Assim, assumindo em meados de abril, Waltinho vai ter praticamente 8 meses para administrar o estado, sendo que a partir do mês de agosto/26 ele não poderá mais fazer nenhuma publicidade de sua gestão, pois a legislação proíbe. Ou seja, não vai ter tempo de fazer qualquer mudança estrutural no governo e menos tempo ainda para divulgar algum de seus feitos. Vai apenas pastorar. Ferraram Waltinho.
MDB
E por falar em Walter Alves, o seu partido o MDB está de vento em popa para montar nominatas para deputado estadual e deputado federal. Na última semana, três deputados largaram suas legendas e se filiaram ao MDB de Waltinho. O primeiro foi o deputado Ivanilson Oliveira (ex-União Brasil), seguido de dr. Bernardo Amorim e Ubaldo Fernandes, ambos deixando o PSDB.
CANDIDATURA
Quem também vai conversar com o vice-governador Walter Alves sobre o MDB é o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo. Anteriormente às pesquisas que o colocam muito bem como candidato ao Governo e também ao Senado, o ex-prefeito de Natal andou trocando ideias com Garibaldi Alves Filho, conselheiro número um do filho Walter Alves.
UBALDO
Quem não tem perdido oportunidade em colocar o carro na estrada para visitar seus redutos eleitorais é o deputado Ubaldo Fernandes, que tem confidenciado a amigos a decisão em ampliar sua votação em sua reeleição, nas próximas eleições.

